Comentário foi feito após presidente dos EUA ter afirmado que cancelou todas as reuniões com autoridades iranianas devido às mortes de manifestantes no país do Oriente Médio Internacional, Donald Trump, Estados Unidos, Irã, Protestos CNN Brasil
O chefe de segurança nacional do Irã, Ali Larijani, chamou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um dos “principais assassinos do povo iraniano” em uma publicação no X.
O comentário foi feito após Trump ter afirmado que cancelou todas as reuniões com autoridades iranianas devido às mortes de manifestantes no país do Oriente Médio.
Larijani também incluiu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, como o segundo “assassino” em sua lista.
Os militares israelenses afirmaram que estão “preparados defensivamente e aprimorando continuamente suas capacidades e prontidão operacional”, embora considerem os protestos uma “questão interna iraniana”.
Autoridades iranianas atribuíram os distúrbios a “terroristas” ligados a estrangeiros.
Entenda os protestos no Irã
Protestos antigoverno no Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.
Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime.
As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam dramaticamente da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.
A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.
A decisão dos bazaaris, como são conhecidos, é uma medida drástica para um grupo tradicionalmente alinhado à República Islâmica.
O governo liderado por reformistas tentou aliviar a pressão ao oferecer transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas a medida não conseguiu conter a insatisfação.
As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas na quinta-feira (8) – a maior noite de manifestações nacionais até agora – deixando o Irã praticamente isolado do mundo exterior.
Organizações de direitos humanos disseram que milhares de pessoas foram mortas desde o início dos protestos.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã se as forças de segurança responderem com força. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu a Trump que “foque em seu próprio país” e culpou os EUA por incitarem os protestos.
*com informações da Reuters
Entenda a onda de protestos no Irã e o impacto para o regime

