Alberto Pfeifer analisa o impacto da ascensão de Xi Jinping e a hegemonia americana no cenário global Internacional, Alberto Pfeifer, Donald Trump, William Waack, Xi Jinping CNN Brasil
Em uma análise sobre a geopolítica atual, o coordenador-geral do DSI-USP (grupo de Defesa, Segurança e Inteligência da Universidade de São Paulo), Alberto Pfeifer, destacou que a China não deve ser vista como uma alternativa à hegemonia dos Estados Unidos.
Para o especialista, a ideia de que a China poderia desafiar os EUA é ilusória, dada sua estrutura autoritária e as mudanças internas que enfrenta. “China é uma ditadura. Não tem liberdade de expressão, não tem liberdade econômica”, afirmou Pfeifer.
Ele observa que, apesar do crescimento econômico chinês, o país passa por uma transformação interna profunda, com o próximo Congresso do Partido Comunista Chinês, previsto para outubro de 2026, marcando um momento de grande reconfiguração política e militar.
Pfeifer citou ainda as recentes mudanças na liderança das Forças Armadas chinesas, como a destituição do general Zhang Youxia e de outros líderes militares importantes, como sinais de que o país está em um período de instabilidade.
“Isso mostra a inviabilidade de uma ação militar contra Taiwan no curto prazo”, disse o especialista, ao mesmo tempo que ressaltou que a centralização do poder em Xi Jinping reforça sua liderança interna.
O pesquisador também comentou discurso recente de Donald Trump, que questionou o multilateralismo e afirmou que o mundo hoje é dominado pela “realpolitik” e pelos interesses nacionais.
“‘Os Estados Unidos são a hegemonia dominante’, afirmou Trump”, destacou Pfeifer, reforçando que, ao contrário das propostas de algumas lideranças internacionais, os EUA continuam sendo a principal potência global.
“A China não é uma alternativa. O futuro dos países ocidentais está atrelado a negociar com os Estados Unidos”, concluiu Pfeifer.

