O Aircross emplacou menos de 5 mil unidades ao longo dos 12 meses de 2025 Auto, Avaliação, Peugeot Citröen, Stellantis, SUV CNN Brasil
A nova linha de produtos da Citroën foi renovada no ano passado. Em setembro de 2025, o C3 e o Aircross ganharam uma versão aventureira, chamada da XTR.
Outra novidade é que o C3 Aircross passou a ser chamado apenas de Aircross. Assim, agora em 2026, a reportagem da CNN testou a versão aventureira do modelo de sete lugares para entender os pontos positivos e negativos do SUV.
Em uma semana com o Citroën Aircross XTR, rodamos pouco mais de 350 quilômetros com o modelo, que estava abastecido com gasolina no tanque.
Rodando exclusivamente na cidade, a média de consumo ficou acima dos 9 km/l, um pouco abaixo dos 11 km/l divulgados pelo Inmetro.

Em termos de conectividade, a tela multimídia segue a mesma, funciona bem e dispensa o uso de fios. O Aircross fica devendo, contudo, um carregador por indução, que é um item adotado, inclusive, por carros de menor valor agregado.
O Citroën Aircross XTR é comercializado por R$ 155.490, no preço de tabela. Entretanto, na venda pelo estoque da montadora pode sair por R$ 133.790.
Com sete lugares, o modelo é uma alternativa com bom custo-benefício, que pode sair por R$ 122 mil, na versão Feel. O espaço no bagageiro, porém, é quase inexistente com os sete ocupantes.
Ao remover a última fileira (algo prático de se fazer no modelo. Basta puxar uma alavanca no banco e tirar o assento), o espaço pode chegar a 493 litros.
- Comprimento: 4.320 mm;
- Largura da carroceria: 1.796 mm (s/espelhos) / 2.019 mm (c/espelhos);
- Altura do veículo: 1.677 mm;
- Distância entre eixos: 2.675 mm;
- Altura mínima do solo: 233 mm;
- Ângulo de entrada: 23,6°;
- Ângulo de saída: 32,1º;
- Tanque de combustível: 47 litros;
- Volume do porta-malas: 493 litros (VDA/com terceira fileira removida).
Confira os pontos positivos e negativos do Aircross XTR:
- Pontos positivos
Conjunto mecânico
O Citroën Aircross XTR usa um conjunto mecânico já conhecido em diversos outros modelos da Stellantis. O modelo usa o motor T200 de 130 cv e 20,4 kgfm de torque com um câmbio CVT.
Como a Stellantis usa esse T200 em diversos outros modelos do grupo, achar peças é uma tarefa simples e barateia o custo de manutenção.

Acabamento interno
O brasileiro está de olho nos acabamentos internos do carro. Pagar mais de R$ 100 mil em carros com plástico está se tornando cada vez mais inviável. Com a chegada dos carros chineses, as montadoras mais tradicionais precisaram melhorar seus acabamentos.
Prova disso, é que na linha 2026 o Aircross ganhou um material macio ao toque no painel e também nas portas.

Vidro elétrico nas portas
Até a linha 2025, o Aircross tinha apenas os comandos de vidros dianteiros nas portas. Para os demais, era numa posição incômoda, atrás do freio de mão. Mudança positiva para o SUV.

Facilidade em instalar o Isofix
Para quem anda com criança e cadeirinha, o modelo tem facilidade para instalar o equipamento no Isofix. No Aircross, basta abrir o zíper e conectar a cadeirinha de forma rápida e prática.

- Pontos negativos
Posição dos botões
Definitivamente, a posição dos botões do Citroën Aircross, localizado ao lado do volante, não é uma boa escolha. O ajuste do retrovisor seria melhor posicionado na porta. Os comandos para piloto automático e modo Sport também poderiam estar no volante.

Sem USB-C
Celulares mais novos terão dificuldade no Aircross. Quem senta na primeira fileira não conta com saídas do tipo USB-C. Há uma porta única de saída USB regular. Alguns aparelhos mais modernos já aposentaram a conexão há alguns anos.

Faróis halogenos
Com preço de tabela acima de R$ 150 mil, o Aircross merecia um conjunto em Full LED com projetores nos faróis. Apesar de ser um carro com bom custo-benefício, alguns ajustes poderiam melhorar seu desempenho de vendas.

Ar-condicionado traseiro é apenas um exaustor
Com a chegada do verão, a eficiência da climatização passa a ter papel fundamental na experiência a bordo. No Aircross, o ar-condicionado é digital e de zona única, responsável por todo o controle de temperatura do carro.
Para os ocupantes da segunda fileira, embora existam saídas de ventilação dedicadas, o sistema funciona, na prática, como um exaustor. Ele apenas direciona o ar já presente no interior do veículo para a parte traseira.
Assim, quando o carro fica exposto ao sol e é ligado ainda quente, essas saídas inicialmente liberam ar quente, até que o sistema principal consiga reduzir a temperatura interna.

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