Inicialmente, ideia é liberar participação de atletas juvenis, enquanto adultos continuam sob sanções por invasão da Ucrânia Outros Esportes, CNN Esportes, COI (Comitê Olímpico Internacional), Jogos Olímpicos, Jogos Olímpicos de Inverno CNN Brasil
Atletas russos e bielorrussos poderão competir em eventos internacionais juvenis sem restrições de acesso, disse o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta quinta-feira (11), sinalizando uma flexibilização às sanções impostas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
O COI afirmou que sua cúpula fez uma reunião que terminou com o apoio à recomendação de permitir que jovens atletas desses países participem tanto de esportes individuais quanto de equipe, apesar de não ser uma mudança imediata.
“A Cúpula apoiou a recomendação da diretoria do COI de que jovens atletas com passaporte russo ou bielorrusso não devem mais ter seu acesso a competições internacionais juvenis restringidos, tanto em esportes individuais quanto em equipe”, disse o órgão em um comunicado.
“Os participantes da Cúpula se comprometeram a levar essas discussões às suas organizações (regionais) para consideração. Foi reconhecido que a implementação por parte dos envolvidos levará tempo.”
O COI disse que os atuais protocolos relacionados a bandeiras e hinos ainda devem ser aplicados e estarão em vigor nos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026.
O órgão olímpico suspendeu os Comitês Olímpicos da Rússia e da Bielorrússia em outubro de 2023, em apoio a conselhos olímpicos regionais de áreas da Ucrânia ocupadas pela Rússia — Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia —, dizendo que a ação violava a Carta Olímpica.
Desde então, atletas russos e bielorrussos que atingem os padrões de qualificação para os Jogos Olímpicos são primeiro avaliados por um painel sobre qualquer ligação com o exército russo ou apoio à guerra na Ucrânia, fatores que levam à sua exclusão das competições.
Equipes russas estão proibidas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, em fevereiro, assim como ocorreu nos Jogos de Verão de Paris 2024. A Bielorrússia tem atuado como base de apoio para a invasão da Ucrânia.

