Especialistas apontam sinais que ajudam as famílias a identificarem práticas concretas de
inclusão na volta às aulas Educação, educação inclusiva CNN Brasil
O início do ano é o período em que muitos pais ou responsáveis avaliam a troca de escola ou confirmam matrículas.
Para famílias com crianças e jovens com deficiência intelectual ou com perfis neurodivergentes, esse processo costuma vir acompanhado de insegurança, dúvidas e receio de que a escola escolhida não ofereça o suporte necessário.
Importância da escola inclusiva
Especialistas em educação inclusiva afirmam que a escolha de uma escola não deve se basear apenas na estrutura física ou na reputação.
Segundo Edna Maia, educadora e especialista em diversidade e inclusão, o ponto central é observar como a escola torna materiais e estratégias de ensino acessíveis para garantir a participação e a aprendizagem. “A inclusão não está só no discurso. Ela aparece quando o estudante tem acesso ao mesmo conteúdo que os colegas, com adaptações e acessibilidades que respeitam seu ritmo e perfil de aprendizagem”, explica Edna Maia.
É o caso de Joyce Pompa, que estudou no Colégio Anglo Brasileiro. Ela passou a demonstrar maior curiosidade e motivação depois que começou a usar materiais didáticos acessíveis. O ajuste de linguagem, de letra e de forma de apresentação fez diferença no seu processo de alfabetização e de aprendizagem.
Leonardo Príncipe, de 18 anos, estudante do Colégio Monte Castelo, apresentava comportamentos impulsivos quando percebia que realizava atividades muito diferentes das de sua turma.
Com material acessível, passou a estudar os mesmos conteúdos, conquistando mais autonomia, fortalecendo-se emocionalmente e percebendo seu potencial de aprendizagem.
Sinais essenciais a observar:
- Entender como a escola torna acessíveis conteúdos, avaliações e estratégias pedagógicas;
- Abertura ao diálogo;
- Como a escola possibilita a participação do estudante em todas as atividades da escola;
- Como é feita a formação continuada de professores.
“Uma escola inclusiva não é a que promete tudo, mas a que se compromete a aprender com cada aluno”, conclui Edna.
*Publicado por André Nicolau, da CNN Brasil
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