Sede da agremiação foi alvo de mandados nesta terça-feira (23); escola funcionava como escritório, mas não era usada para lavagem de dinheiro Entretenimento, #CNNPop, Carnaval, Escolas de Samba, Império da Casa Verde, Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) CNN Brasil
O presidente do Império de Casa Verde e vice-presidente da Liga-SP (Liga das Escolas de Samba de São Paulo), Alexandre Constantino Furtado, foi preso nesta terça-feira (23). Ele foi um dos alvos de uma operação deflagrada pela FICCO-SP (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo) que mira uma organização criminosa transnacional especializada em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
Mandados são cumpridos na sede da agremiação, na zona norte de São Paulo. Segundo apuração da CNN, Furtado é suspeito de negociar diretamente o envio de drogas para a Europa. A escola de samba funcionava como escritório para ele, local onde recebia “clientes” e contatos, segundo a Polícia Federal. Embora tenha investido financeiramente no Império, não foi identificada nenhuma ação de lavagem de dinheiro vinculada a essa instituição.
Furtado, conhecido no mundo do samba paulistano como Tetinha, comanda a escola desde 2012. Desde então, a agremiação da zona norte de São Paulo conquistou um título em 2016 e voltou cinco vezes no Desfile das Campeãs. À frente da escola, sua administração ficou marcada pela reabilitação da azul e branco, que havia amargado os piores resultados de sua história nos carnavais de 2011 e 2012.
Protagonista de uma ascensão meteórica no Carnaval de São Paulo, o Império de Casa Verde foi fundado em 1994 por dissidentes do Unidos do Peruche e precisou de apenas 9 anos para chegar ao Grupo Especial, elite da folia paulistana. O primeiro título veio em 2005, com apenas 11 anos de história, e o segundo chegou em 2006.
Na época, o contraventor Francisco Plumari Júnior, o Chico Ronda, era o presidente de honra e patrono da agremiação, que foi responsável por mudar o patamar do Carnaval de São Paulo. O Império construiu uma marca de escola que apresentava conjuntos alegóricos imensos e ajudou a consolidar o gigantismo que hoje caracteriza os desfiles da capital paulista.
No último Carnaval, a tricampeã do Carnaval paulistano conquistou 269,2 pontos, terminou a apuração na 11ª colocação e escapou do rebaixamento por apenas dois décimos. Para 2026, o Império de Casa Verde prepara uma homenagem às escravas de ganho com o enredo “Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Barboza e o enredista pelo enredista Tiago Freitas.
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