Presidente do clube será afastado da função até a realização da assembleia geral dos sócios São Paulo (Clube), CNN Esportes, Futebol brasileiro, Julio Casares, São Paulo (time) CNN Brasil
Integrantes do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube aprovaram, na noite desta sexta-feira (16), no Morumbis, o pedido de impeachment do presidente Julio Casares por 188 votos de 223 possíveis.
45 conselheiros rejeitaram o pedido e outros dois votaram em branco. A votação foi baseada na denúncia tornada pública em dezembro do ano passado quanto a um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes do Morumbis em dias de show.
Agora, Casares será afastado da presidência do clube até a realização de uma Assembleia Geral dos sócios, que aprovará ou não a decisão dos 223 conselheiros presentes (in loco e virtualmente) à reunião desta sexta.
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1 de 11Torcida do São Paulo protesta na área externa do Morumbis antes de votação pelo impeachment do presidente Julio Casares • Raul Moura/CNN Brasil
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2 de 11Torcida do São Paulo protesta na área externa do Morumbis antes de votação pelo impeachment do presidente Julio Casares • Raul Moura/CNN Brasil
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3 de 11Torcida do São Paulo leva caixão com foto de Julio Casares a protesto • Raul Moura/CNN Brasil
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4 de 11Torcida do São Paulo protesta na área externa do Morumbis antes de votação pelo impeachment do presidente Julio Casares • Raul Moura/CNN Brasil
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5 de 11Torcida do São Paulo protesta na área externa do Morumbis antes de votação pelo impeachment do presidente Julio Casares • Raul Moura/CNN Brasil
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6 de 11Protesto no Morumbis pede a renúncia de Julio Casares, presidente do São Paulo, antes da votação do impeachment • Raul Moura/CNN Brasil
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7 de 11Protesto no Morumbis pede a renúncia de Julio Casares, presidente do São Paulo, antes da votação do impeachment • Raul Moura/CNN Brasil
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8 de 11Protesto no Morumbis pede a renúncia de Julio Casares, presidente do São Paulo, antes da votação do impeachment • Raul Moura/CNN Brasil
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9 de 11Protesto no Morumbis pede a renúncia de Julio Casares, presidente do São Paulo, antes da votação do impeachment • Raul Moura/CNN Brasil
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10 de 11Policiamento reforçado no Morumbis antes da votação do processo de impeachment do presidente do São Paulo, Julio Casares • Raul Moura/CNN Brasil
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11 de 11Morumbis antes da votação do processo de impeachment do presidente do São Paulo, Julio Casares • Raul Moura/CNN Brasil
Impeachment terá que ser aprovado pelos sócios
Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres terá um prazo de 30 dias para convocar a assembleia. Até lá, o vice-presidente do clube, o empresário Harry Massis Junior, de 80 anos, assumirá a presidência interinamente.
Caso os sócios aprovem o impeachment em definitivo, Massis segue no comando do São Paulo até o fim do ano, quando novas eleições serão organizadas pelo Tricolor Paulista.
Neste caso, Casares, de 64 anos, se tornaria o primeiro presidente da história do São Paulo a sofrer um impeachment. Ele assumiu a presidência em 2021 e estava em seu segundo mandato consecutivo.
Protestos e temporal na porta do Morumbis
Horas antes da votação que definiu o futuro de Julio Casares à frente do São Paulo, torcidas organizadas do clube marcaram presença no entorno do Morumbis para pedir a saída do presidente.
Membros da torcida organizada Independente protestaram contra a gestão de Casares. Faixas como “Fora Casares” e “Renuncia Casares” foram estendidas na Avenida Giovanni Gronchi.
“Muito respeito com a camisa tricolor… fora, Casares” e “Casares, quebra meu galho, pega suas coisas e vai pra casa do car****” foram algum dos gritos entoados em meio ao temporal que atingiu a região na tarde desta sexta.
Entenda a acusação contra Casares
A votação do Conselho Deliberativo contra Casares é baseada na denúncia tornada pública em dezembro do ano passado quanto a um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes do Morumbis em dias de show.
Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base do São Paulo, e Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do clube (e ex-esposa do presidente Julio Casares), estariam envolvidos.
No áudio que revelou o suposto esquema, Schwartzmann admite que ele e outras pessoas teriam obtido ganhos financeiros com a prática.
Como situação chegou à Justiça
De acordo com o conteúdo dos áudios, o camarote 3A, identificado em documentos internos como “sala presidência”, teria sido repassado a uma intermediária, Rita de Cassia Adriana Prado, responsável por explorar comercialmente o espaço durante o show da cantora Shakira, em fevereiro.
Os ingressos chegaram a ser vendidos por até R$ 2,1 mil, com faturamento estimado em R$ 132 mil apenas nessa apresentação no estádio do São Paulo.
A situação ganhou contornos judiciais depois que Adriana ingressou com uma ação na 3ª Vara Cível de São Paulo contra Carolina Lima Cassemiro, da Cassemiro Eventos Ltda.
Adriana alega que Carolina reteve, sem autorização, um envelope com 60 ingressos do camarote no dia do show, após o pagamento parcial do valor combinado. O caso também foi registrado em boletim de ocorrência.
Polícia investiga valor milionário recebido por Julio Casares
No áudio, Schwartzmann demonstra preocupação com as consequências do processo judicial e afirma que o esquema poderia ser revelado à Justiça.
Em diversos trechos, ele pressiona Adriana a retirar a ação, alertando para possíveis danos à imagem de Mara Casares, de Julio Casares e do superintendente Marcio Carlomagno, citado como responsável por autorizar a cessão do camarote.
O dirigente também admite, em determinado momento, que “ganhou” com o repasse de camarotes.
Mara Casares, por sua vez, aparece na gravação pedindo que Adriana encerre o processo para evitar prejuízos à sua trajetória no São Paulo Futebol Clube. A diretora afirma ter planos futuros no São Paulo e diz que seria a principal prejudicada caso o caso avançasse judicialmente.
No processo, Adriana diz que Carolina pegou de suas mãos um envelope com os 60 ingressos do camarote 3A do Morumbis, no dia 13 de fevereiro, sem autorização. Ela afirma que os ingressos foram comprados pela empresa de Carolina por R$ 132 mil, mas apenas R$ 100 mil foram pagos.
Adriana registrou um Boletim de Ocorrência na 34ª Delegacia de Polícia, em São Paulo. Por isso, ela foi pressionada pelos demais envolvidos. Os registros de um telefone foram gravados e acessados pelo “ge.com”.

