Ex-advogado de Bolsonaro foi demitido do PL após troca de mensagens com Mauro Cid, em que dizia preferir Lula a Michelle como candidata em 2026 Política, -agencia-cnn-, Fabio Wajngarten, STF (Supremo Tribunal Federal) CNN Brasil
Apesar de ter sido demitido do Partido Liberal, de Bolsonaro, em maio deste ano, o advogado Fabio Wajngarten disse à CNN nesta quarta-feira (02), que continua sendo um “fiel escudeiro” da família do ex-presidente.
“Continuo um fiel escudeiro da família, continuo um entusiasta da candidatura, quer seja de Eduardo, quer seja de Flávio, quer seja de quem o presidente determinar”, afirmou o ex-advogado de Bolsonaro em entrevista ao Bastidores CNN.
O anúncio da exoneração de Wajngarten se deu poucos dias após o portal UOL revelar uma troca de mensagens em que o tenente-coronel Mauro Cid e o então advogado do ex-presidente dizem que preferiam que o Lula se candidatasse à Presidência, do que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Na conversa, datada de janeiro de 2021, Wajngarten encaminha uma reportagem sobre a possiblidade de o PL lançar a ex-primeira-dama como candidata. Cid, como resposta diz: “Prefiro o Lula”. Wajngarten concorda: “eu também”.
Questionado pela CNN durante entrevista, o advogado disse que apoiaria o candidato escolhido por Bolsonaro para a eleição presidencial de 2026, mesmo que fosse Michelle.
“Entendo que uma chapa da direita em não tendo o presidente Bolsonaro faz-se mandatório ter o sobrenome Bolsonaro na chapa. [Apoiaria] Até mesmo o da primeira-dama… Semanas ou dias antes eu já trabalhava quando vi a intensificação desse tema na imprensa, eu mesmo fui o primeiro a dizer sobre a possibilidade de ter uma chapa pura”, disse.
Para ele, no entanto, a corrida eleitoral sem o ex-presidente na disputa não seria democrática.
“Para mim o candidato é Jair Bolsonaro, não há razões para que ele seja tirado do processo eleitoral de 26. Eleições sem Bolsonaro são eleições não democráticas”.
Bolsonaro está inelegível até 2030 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, ao fazer uma reunião com embaixadores, em julho de 2022 e atacar sem probas o sistema eleitoral.

