Rascunho deve conter assuntos como negociações relacionadas a financiamento, ampliação das metas climáticas, medidas comerciais unilaterais e transparência de informações pelos países Política, -agencia-cnn-, Belém, COP30, Pará (estado) CNN Brasil
O Brasil deve entregar, ainda nesta terça-feira (18), uma carta com um “rascunho” sobre o avanço das negociações que abordam temas considerados “difíceis” na COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas).
Entre os assuntos, estão o financiamento climático — um dos principais impasses da Conferência entre os países — assim como a ampliação das metas climáticas, medidas comerciais unilaterais e transparência de informações entre as nações. Os temas já estão em análise pelas delegações, mas até então sem consenso.
O pedido para que a presidência brasileira elaborasse o texto da decisão sobre os quatro pontos foi visto como uma demonstração de confiança, segundo a diretora-executiva do evento Ana Toni.
“Todo mundo gostou muito da sugestão de como caminhar para frente. Alguns países se posicionaram pedindo para alguns dos temas saírem daquele resumo, mas, depois do término dessa discussão, foi pedido à presidência da COP30, é uma coisa, não sei se inédita, mas requer muita confiança de todas as partes, para que o Brasil apresentasse um primeiro resumo, um primeiro rascunho de texto dessa decisão sobre esses quatro temas”, disse.
Um segundo documento, que deve ser entregue até sexta-feira (21) — último dia de COP30 em Belém — deve conter assuntos mais consensuais.
Entre as propostas da presidência brasileira à frente da Conferência estão a criação do “Plano de Ação de Belém”, com previsão de triplicar o financiamento para adaptação climática, com “arranjos justos de divisão de responsabilidades”; a reafirmação da meta de US$ 300 bilhões para financiamento; avaliação anual sobre as lacunas das metas climáticas; a criação de um diálogo anual para monitorar e discutir as medidas unilaterais de comércio relacionadas ao clima , entre outras.
Nesta última semana, 160 ministros de estado e representantes de alto escalão dos governos presentes realizam as negociações finais sobre os acordos, com discussões políticas relacionados aos temas em debate.
*Com informações de Agência Brasil e Estadão Conteúdo

