Ministério Público de São Paulo alega que o então dirigente fez uso de recursos do clube paulista para gastos pessoais; denúncia pede que mandatário perca acesso as dependências da entidade esportiva São Paulo, -agencia-cnn-, Corinthians CNN Brasil
O ex-presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, foi denunciado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo), nesta segunda-feira (15), por apropriação indébita dos recursos do clube, pelo uso irregular do cartão corporativo.
De acordo denúncia, que a CNN Brasil teve acesso, a investigação aponta que os desvios ocorreram durante a gestão de Duílio, entre 2021 e 2023. O valor total desviado foi de R$ 41.822,62 (com correção monetária). O MP ainda pede a reparação de R$ 31.366,96 aos cofres do Corinthians por danos morais.
Ainda segundo trecho do documento, o então dirigente utilizou o cartão da entidade para custear despesas pessoais.
A investigação do MP apurou que Duílio se apropriou de valores do Corinthians, como se fosse dele. O mandatário utilizou o cartão para fins estritamente pessoais, sem vinculo direto com a função de presidente, conforme alegação da denúncia.
O ex-gerente financeiro do clube, Roberto Gavioli, também foi denunciado no mesmo pedido, por omissão.
O MP ainda pede a quebra do sigilo bancário dos dois dirigentes, além de solicitar a Justiça que o Duílio seja proibido de frequentar o clube ou tomar decisão como conselheiro.
“Sua presença ativa em reuniões institucionais demonstra persistência na esfera de influência sobre o mesmo ambiente em que os delitos teriam ocorrido. A sua capilaridade política pode ser observada através do cargo de conselheiro vitalício”, sustenta o MP, para o pedido de suspensão do acesso do ex-presidente nas dependências do Corinthians.
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Entenda o caso
Em agosto de ano, o promotor Cássio Conserino abriu uma investigação sobre a gestão do ex-presidente, Duilio Monteiro Alves, para apurar apropriação indébita, os crimes de estelionato, furto qualificado, falsidade ideológica e associação criminosa.
A apuração foi motivada por documentos e reportagens que indicam o uso do cartão corporativo do clube para pagamentos que não teriam relação com os interesses do Corinthians.
“Tem indício de empresa de fachada. Para utilização do cartão corporativo, tem que ter interesse do clube. Finalidade do clube. Me parece que Babyliss não é interesse”, alegou o promotor na época.
A CNN Brasil tentou contato com o ex-dirigente, mas ainda não teve retorno, o espaço segue aberto.

