Desde o início de 2025, Daiane Alves Souza enfrentava interrupções recorrentes de energia elétrica, diz família; síndico e filho dele foram presos por suspeita de homicídio Goiás, -agencia-cnn-, desaparecida, elevador CNN Brasil
A família da corretora Daiane Alves Souza, encontrada morta após ficar desaparecida mais de um mês em Caldas Novas (GO), afirma que o corte de energia registrado no dia do sumiço não foi um episódio isolado.
Em conversa com a CNN Brasil, Nilse Alves Pontes, mãe da corretora, contou que, desde o início de 2025, Daiane enfrentava interrupções recorrentes de energia elétrica. Segundo ela, a situação já havia sido registrada em outras ocasiões, inclusive com a presença da concessionária Equatorial, acionada para verificar desligamentos considerados atípicos.
Na madrugada desta quinta-feira (28), o síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho foram presos por suspeita de que eles sejam responsáveis pelo homicídio de Daiane. O corpo da vítima foi encontrado em região de mata na própria cidade.
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“Desde o começo do ano a gente viveu isso. Esse corte do dia 17 [de dezembro] não foi novidade”, afirmou a mãe de Daiane.
Vídeos gravados por Daiane antes do desaparecimento reforçam a versão da família. Em uma das gravações, a corretora conversa com um hóspede, eletricista, que relata ter encontrado o disjuntor do apartamento desligado, apesar de o imóvel estar com energia horas antes.
Veja imagem deste momento:
Em outro registro, Daiane acompanha uma equipe da Equatorial até o local onde o fornecimento foi interrompido. Um funcionário afirma que o cabo estava desligado e que a manobra não poderia ocorrer sem intervenção humana, embora não identifique quem teria feito o desligamento.
Veja a segunda imagem:
Relembre o caso
Em 17 de dezembro, Daiane ficou incomodada com um corte de luz no apartamento onde mora e decidiu sair do local para verificar o problema. Ela desceu alguns andares de elevador e se deparou com um vizinho.
No caminho, eles conversaram e comentaram sobre o problema da falta de luz. Ao chegar no 2º andar do subsolo, eles saíram do elevador. Um vídeo mostra a interação até o momento da descida.
Porém, o mesmo registro é cortado por dois minutos. Quando as filmagens aparecem novamente, Daiane volta para o elevador e já está sozinha. Ao subir, ela olha para a câmera de segurança e desce no 1º andar do subsolo.
A Delegacia de Homicídios de Goiás passou a conduzir a investigação sobre o desaparecimento de Daiane, quando o caso deixou de ser tratado sob outras hipóteses e passou a ser conduzido como homicídio.
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