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Portal Nação® > Noticias > outros > Cortar importações russas de combustível pode impactar inflação no Brasil 
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Cortar importações russas de combustível pode impactar inflação no Brasil 

Última atualização: 6 de agosto de 2025 18:36
Published 6 de agosto de 2025
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Dados da Abicom mostram que 61% das importações de diesel e 39% de gasolina vem da Rússia; Trum prometeu taxar mais os países que negociarem petróleo da Rússia.  Macroeconomia, CNN Brasil Money, Combustível, Donald Trump, estilo-cnn-money, Etanol, Gasolina, Índia, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Inflação, IPCA, tarifaço, Tarifaço EUA, tarifaço Trump, tarifas comerciais, tarifas de Trump, Trump CNN Brasil

Contents
Leia MaisBrasil entra em alerta após Trump taxar a ÍndiaTrump elogia “grande progresso” em reunião de enviado dos EUA com PutinSentimento é de frustração, diz presidente da AbipescaMercado brasileiroIPCA afetado?Encruzilhada no comércio externo

A guerra comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganha novo capítulo nesta quarta-feira (6). O alvo, dessa vez, é a Índia: o republicano assinou uma ordem executiva que impõem uma taxa extra de 25% sobre as exportações de produtos do país — elevando o total tarifário a 50%.

Segundo comunicado da Casa Branca, a sobretaxa veio em retaliação à Índia por seguir importando petróleo da Rússia. No entendimento do presidente, a continuidade dessa relação comercial faz persistir a guerra na Ucrânia. “O presidente Trump pretende dissuadir os países de apoiar a economia da Federação Russa”, explica a autoridade na nota.

Neste momento, a mira recaiu sobre o país asiático. Mas, no alvo do republicano, estão todos os países que exportam petróleo e derivados russos: Brasil incluso.

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Mercado brasileiro

Segundo informações da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), o Brasil exportou 1,3 milhões de metros cúbicos de gasolina pura da Rússia nos primeiros seis meses do ano, o equivalente a 39% do total importado. Para o diesel, os valores são ainda mais significativos: 4,82 milhões de metros cúbicos (ou 61% das importações).

No mês passado, o presidente norte-americano afirmou que aplicaria uma tarifa de 100% a compradores de petróleo russo caso Vladimir Putin, presidente da gigante do leste europeu, não fizesse as países com a Ucrânia em um período de 50 dias — prazo antecipado para esta semana, entre quarta-feira (7) e sábado (9). O Brasil, portanto, segue em standby, esperando para ver se a ira da Casa Branca se voltará novamente aos trópicos.

Para Sergio Araújo, presidente executivo da Abicom, a continuidade destas sanções teria um impacto significativo na inflação. “Para o volume que o Brasil exporta hoje, não será muito fácil encontrar fornecedores alternativos para estes produtos”, argumenta.

IPCA afetado?

Para tentarmos prever o impacto no Brasil, especialistas em inflação explicam que é preciso dar aos derivados atenção separada.

As importações de gasolina russa ocupam um espaço menor na totalidade das importações. Ainda assim, o produto é o que mais tem peso inflacionário: um aumento de 1% no produto equivale a um aumento de 0,05 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo informações da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Por esta razão, “a gasolina poderia impactar o IPCA, porque essa porcentagem já é grande suficiente para gerar alguma escassez no curto prazo”, argumenta André Valério, economista-sênior do Inter, à CNN.

Para o diesel, a preocupação tem olhos de médio a longo prazo. Isso porque, apesar de corresponder a uma parcela significativa do mercado, não afeta diretamente os consumidores (basta pensar na última vez que você abasteceu o carro com esse combustível).

As pressões inflacionárias vêm do encarecimento do frete: quase qualquer bem que o consumidor brasileiro adquire tem o custo do diesel embutido. Cortesia do transporte rodoviário.

“Quando a gente olha o IPCA, a gasolina é uma das variáveis que tem um peso importante dentro desse indicador. Um avanço ou um recuo dos preços acaba sendo repassado diretamente para o consumidor final, que são as famílias brasileiras. Em relação ao diesel, exatamente pelo tipo de consumidor ser, em última instância, agentes industriais e agropecuários; essa tendência de repasse do custo não é imediata”, destaca Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

“Resta entender quando que isso pode ser repassado ao consumidor final”, complementa.

Inclusive, o presidente Trump insiste na palavra oil. Mas esse não é o único produto russo importado para o Brasil. André também destaca os fertilizantes, utilizados por aqui nas colheitas de soja, café, milho e cana-de-açúcar. Atualmente, 31% das importações vem do leste europeu. “Isso também preocupa, porque [deixar de importar] afetaria nossa produção agro. Pode levar a mais um choque de oferta, principalmente a médio prazo, por conta das safras”, alerta.

Encruzilhada no comércio externo

Para o imbróglio, há duas saídas: substituir as importações provenientes dos russos ou lidar com uma sobretaxa de até 100%.

O economista do Inter entende que, pela taxação de 50% já imposta para uma série de setores brasileiros, vale refletir se ceder às demandas de Trump seria o melhor caminho. “Para a gente, terá de ser uma escolha de custo benefício”.

No caso de o Brasil deixar de importar combustível russo, especialistas entendem que há uma longa jornada pela frente. Bruno, da StoneX, explica que, desde o início do conflito no leste europeu, o Brasil passou por uma mudança de perfil de importação, com a chegada de maiores quantias de diesel e gasolina do outro lado do oceano. “Havia uma maior atratividade financeira do produto”, afirma Cordeiro.

“Há um receio de que o Brasil tenha dificuldades para encontrar outros fornecedores de diesel no mercado, incluindo o próprio Estados Unidos, exatamente porque, desde o início do conflito no leste europeu, a Europa também passou a buscar mais diesel norte-americano”, diz o especialista.

Já Sérgio Araújo, da Abicom, salienta a dificuldade em encontrar outros parceiros comerciais que forneçam os produtos no volume que a Rússia está comprometida.

“Vai ser uma dificuldade. Vamos verificar a possibilidade de parte do volume vir do Golfo do México, e verificar outros fornecedores como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Oman, Catar… Mas é um desafio”.

Em relação à gasolina, os caminhos são menos tortuosos. André destaca que as importações da Holanda, por exemplo, têm aumentado. “É uma demanda que o país conseguirá suprir, se necessário. Mas é algo que teria impacto significativo no IPCA, justamente por conta do peso”, reitera.

Há, ainda, uma terceira via. André relembra que, no início do conflito entre Ucrânia e Rússia, países começaram a comprar derivados de petróleo russos indiretamente, por meio da China e do Irã.

De todo modo, Trump explicitou em seu comunicado de terça à Índia que, para além da compra de combustíveis russos, sua “revenda subsequente desse petróleo no mercado aberto, muitas vezes com lucro significativo, permite ainda mais que a economia da Federação Russa financie sua agressão”. Portanto, caso o Brasil siga a terceira opção, não é garantia de que a medida passe ilesa pela Casa Branca.

“No final das contas, vai ser uma escolha política de qual mal que é pior: a inflação ou uma nova rodada de tarifas”, finaliza Valério.

 

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