Homem, integrante de facção criminosa, é acusado de participar do ataque a tiros após cobrança da “taxa do crime” não ser paga Pará, Belém CNN Brasil
A Polícia Civil do Pará prendeu, nesta terça-feira (9), um homem suspeito de integrar uma facção criminosa e de ter participado do ataque a tiros contra a academia da esposa do vereador Zezinho Lima (PL), em Belém.
O crime ocorreu em junho deste ano, no bairro Mangueirão, e teria sido motivado pela recusa da vítima em pagar valores cobrados ilegalmente como “taxa do crime”.
De acordo com a corporação, o cumprimento de mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão foi realizado no bairro da Cabanagem, durante ação da Delegacia de Repressão a Facções Criminosas (DRFC) com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP).
“As investigações apontam que ele é um dos responsáveis pelo ataque a tiros contra a academia, após a recusa da vítima em efetuar o pagamento exigido pela facção”, informou o delegado Augusto Potiguar.
O preso deve responder por integração em organização criminosa, extorsão majorada e disparo de arma de fogo. Ele foi encaminhado para a delegacia e está à disposição da Justiça.
Os mandados foram expedidos pela Vara de Combate ao Crime Organizado, com parecer favorável do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPPA).
A Polícia informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos na prática criminosa que atinge comerciantes da Região Metropolitana de Belém e do interior do estado.
Relembre o caso
Na madrugada de 26 de junho, a academia de propriedade da esposa do vereador Zezinho Lima foi alvo de um atentado a tiros na Avenida Augusto Montenegro, em Belém.
O ataque ocorreu por volta de 5h e os disparos atingiram a fachada do estabelecimento, quebrando portas e janelas de vidro. Apesar da violência, ninguém ficou ferido.
Câmeras de segurança registraram dois motociclistas disparando contra o local em momentos diferentes.
O próprio vereador divulgou as imagens em suas redes sociais e afirmou que o atentado teria sido uma retaliação às denúncias que fez na Câmara Municipal contra a cobrança da “taxa do crime”.

