Senador Randolfe Rodrigues afirma que autorização para pesquisas serão “decisivas”; Petrobras recebeu licença de operação do Ibama Política, Amapá, Margem Equatorial, Randolfe Rodrigues CNN Brasil
Após o Ibama dar aval para pesquisas na Margem Equatorial brasileira nesta segunda-feira (20), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que autorização abre um “novo horizonte” para o futuro do Amapá e para a transição energética em todo Brasil.
Ele afirmou se tratar de um “dia histórico” e que as pesquisas na área serão “decisivas”. A Petrobras recebeu licença de operação do Ibama para a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, na Margem Equatorial.
“O Ibama autorizou, com toda a segurança ambiental possível e necessária, que iniciem as pesquisas e a exploração das nossas riquezas na costa amapaense, na Margem Equatorial. As pesquisas para descoberta de riquezas, como o petróleo, que poderão e serão decisivas para o nosso presente e para o nosso futuro. É um dia histórico para o Amapá e a transição energética em nosso país”, disse Randolfe em vídeo divulgado.
A intenção da Petrobras, conforme nota divulgada pela petroleira, é buscar informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica. A perfuração por sonda será realizada a 500 km da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa. A fase de pesquisa exploratória, segundo a estatal, deve durar cerca de cinco meses.
A exploração na área, no entanto, é alvo de críticas de organizações ambientais. O aval do Ibama foi concedido a menos de um mês do início da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada em Belém (PA), a partir de 10 de novembro.
“Com segurança, responsabilidade e compromisso ambiental, as riquezas do Amapá vão transformar a vida do nosso povo. Que dia histórico!”, disse Randolfe em publicação nas redes sociais. Além do líder do governo, a exploração da Margem Equatorial também é defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Em 2023, o Ibama recusou a licença da Petrobras para explorar a região. Desde então, a petroleira atuava para atender a uma série de requisitos ambientais do instituto.

