Empresário é suspeito de chefiar grupo criminoso que fraudava ICMS e lavava dinheiro por meio do comércio de joias Bahia, -agencia-cnn- CNN Brasil
Foi preso, nesta terça-feira (2), um empresário de 46 anos suspeito de comandar um esquema que sonegou mais de R$ 14 milhões em ICMS na Bahia. Ele foi localizado durante a Operação Fogo Cruzado, em Feira de Santana, a cerca de 100 km da capital baiana. A ação também cumpriu mandados em Salvador, Irecê, Jussara e Coração de Maria.
Segundo a força-tarefa que conduz o caso, o homem é apontado como líder de um grupo do setor de comércio varejista de armas e munições. Ele é um dos donos da empresa que opera clubes de tiro nessas cidades e que, nas redes sociais, se apresenta como o “maior centro de treinamento da América Latina”.
Durante as buscas, equipes apreenderam nove armas de fogo, centenas de munições de vários calibres, uma granada, cerca de R$ 40 mil em espécie, celulares, documentos e equipamentos eletrônicos. Todo o material será periciado.
As investigações do Ministério Público, da Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip) e da Polícia Civil indicam que o grupo declarava o imposto, mas não repassava os valores ao Estado. Para isso, utilizava sucessões societárias fraudulentas, empresas de fachada e “laranjas” para ocultar o verdadeiro proprietário e adiar, indefinidamente, o pagamento do tributo. Há ainda indícios de associação criminosa e lavagem de dinheiro por meio do comércio de joias.
O suspeito segue preso à disposição da Justiça, que também determinou o bloqueio de bens equivalente ao valor sonegado. As apurações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.

