Déficit dos Correios pode se somar ao déficit do governo federal na receita primária, agravando o cenário fiscal que precisará ser enfrentado a partir de 2027 Economia, -transcricao-de-videos-, Correios, Déficit, Privatização dos Correios, William Waack, ww CNN Brasil
O déficit das estatais brasileiras tem gerado preocupação crescente sobre seu impacto nas contas públicas. Embora o rombo das estatais represente cerca de 10% do déficit total do Governo Federal, que pode chegar a R$ 70 bilhões, a situação dos Correios demanda atenção especial, segundo análise do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, durante o WW. “É inevitável pensar em um processo de privatização para os Correios”, afirma
De acordo com Vale, houve uma mudança significativa no cenário, passando de um superávit registrado há alguns anos para um déficit atual preocupante. A justificativa governamental de que investimentos gerariam retornos suficientes para as empresas não está se concretizando na prática.
“A velha ideia que o governo sempre teve de que vai aumentar o gasto, esse gasto vai aumentar crescimento, aumentar a receita e está tudo resolvido. Estamos vendo que isso não funciona desta forma”, detalha o economista.
O economista ressalta que a situação é particularmente crítica no caso dos Correios, empresa que, segundo ele, “não tem muito futuro” no formato atual.
Vale aponta que a privatização, processo que já estava em discussão no governo anterior, precisará ser retomada em algum momento. Caso contrário, o déficit atual não apenas persistirá, como também se somará ao déficit do governo federal na receita primária, agravando o cenário fiscal que precisará ser enfrentado a partir de 2027.

