Grupo encerrou atividades neste domingo (16), com carta entregue ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago Nacional, COP30, Mudança climática, Povos indígenas CNN Brasil
Realizada em Belém do Pará entre 12 e 16 de novembro de 2025, a Cúpula dos Povos reuniu mais de 70 mil participantes de movimentos sociais, povos originários, organizações ambientais e setores urbanos para debater soluções diante da crise climática.
Neste domingo (16), ao encerrar suas atividades, representantes da Cúpula entregaram ao presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, uma carta com sugestões e cobrando um fortalecimento da participação popular em políticas ambientais e também o reconhecimento de comunidades tradicionais como fundamentais para a proteção dos ecossistemas.
O documento defende a maior proteção a territórios indígenas e comunidades locais, políticas de desmatamento zero e iniciativas de restauração ecológica. Além de apontar para a importância da reforma agrária popular, da agroecologia e de investimentos em habitação, saneamento e transporte sustentável para a redução de desigualdades socioambientais.
A Cúpula propõe ainda mecanismos de transição energética justa, com foco em direitos trabalhistas e redução da dependência de combustíveis fósseis, além de financiamento climático transparente e direcionado às populações mais afetadas.
COP30
Apesar de a Cúpula dos Povos se encerrar neste domingo, a COP30 continua seus trabalhos na próxima semana, que deve ter uma intensiva em negociações, a partir da chegada de ministros de Estado à Belém.
Na semana passada, muitas diferenças não foram resolvidas, de forma que se encerrou com um impasse em quatro principais pontos de grande divergência entre países ricos e países pobres.
1. financiamento climático;
2. proteção comercial com argumento ambiental;
3. diferença na ambição dos países com relação às metas climáticas; e
4. dúvidas sobre a transparência e critérios dos dados.

