Terremoto no Leste do país, em 2011, provocou um colapso e desativação do local Internacional, Fukushima, Japão, Terremoto no Japão, Tsunami CNN Brasil
A Kansai Electric Power iniciará os estudos para a construção de um novo reator nuclear em sua usina de Mihama, na província de Fukui, oeste do Japão, para substituir a instalação existente, informou a empresa na terça-feira (22).
A decisão marca o primeiro passo concreto do Japão rumo à construção de um novo reator nuclear desde que o Grande Terremoto do Leste do Japão, em 2011, provocou um colapso na usina de Fukushima da Tokyo Electric Power, levando ao seu fechamento.
O Japão continua fortemente dependente da importação de combustíveis fósseis, e o governo quer que a energia nuclear contribua mais para a segurança energética do país.
A Kansai Electric é atualmente a maior operadora nuclear do Japão em número de reatores em operação.
Os levantamentos se concentrariam em topografia, geologia e outros estudos, e incluiriam comunicações com os moradores locais, afirmou a empresa.
“Dado o desempenho geral de custos, a operação da usina e a conformidade com as novas regulamentações, consideramos o reator avançado de água leve SRZ-1200 a opção mais realista”, disse Hiroaki Kitaura, gerente-chefe da divisão de energia nuclear de Kansai, em um briefing.
A Mitsubishi Heavy Industries está trabalhando com quatro concessionárias de serviços públicos, incluindo a Kansai Electric e a Hokkaido Electric Power, no projeto básico do reator.
A Kansai Electric não forneceu uma estimativa do custo da construção, mas Kitaura afirmou que os fundos serão captados por meio de títulos, empréstimos e outros meios, conforme apropriado, acrescentando que nenhuma emissão de ações estava sendo planejada no momento.
A empresa vinha analisando um sucessor para o reator n.º 1 de Mihama desde novembro de 2010, mas suspendeu o estudo após o desastre de 2011. Em 2015, decidiu desativar os reatores n.º 1 e n.º 2 de Mihama.
“Com a previsão de uma perda significativa no fornecimento de energia nuclear, é necessário reconstruir com reatores de última geração, com base na premissa de garantir a segurança e obter o entendimento local, para garantir fontes de energia descarbonizadas”, disse o Ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Yoji Muto, na terça-feira.
O Japão opera atualmente mais de uma dúzia de reatores, com uma capacidade combinada de cerca de 12 gigawatts.
Muitos estão passando por um novo licenciamento para atender aos padrões de segurança mais rigorosos implementados após o desastre de Fukushima.
Antes de 2011, o Japão operava 54 reatores.

