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Equipe infiltrada, réplica de casa: Detalhes da ação dos EUA contra Maduro 

Última atualização: 4 de janeiro de 2026 04:00
Published 4 de janeiro de 2026
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Operação que capturou ditador da Venezuela estava sendo planejada há meses  Internacional, Donald Trump, Estados Unidos, Nicolás Maduro, Venezuela CNN Brasil

Contents
Leia Mais:CIA infiltrou equipe na Venezuela para monitorar vida de Maduro, diz fonteTrump usou “tenda blindada” para comandar captura de Maduro“Condições horripilantes”: Como é prisão onde Maduro deve ser mantidoTrump formou equipe para planejar operaçãoMaduro sob custódia

A ação dos Estados Unidos que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi uma surpresa, para muitos. Mas, de acordo com fontes da agência de notícias Reuters, o planejamento de uma das operações mais complexas dos EUA recentemente estava em andamento há meses e incluía ensaios detalhados.

As tropas de elite dos EUA, incluindo a Força Delta do Exército, criaram uma réplica exata do esconderijo de Maduro e praticaram como entrariam na residência fortemente fortificada.

A CIA, a agência de inteligência americana, tinha uma pequena equipe na Venezuela desde agosto, que foi capaz de fornecer informações sobre o padrão de vida de Maduro, o que tornou a captura dele mais fácil, de acordo com fontes da CNN e da Reuters.

Leia Mais:

  • CIA infiltrou equipe na Venezuela para monitorar vida de Maduro, diz fonte

    CIA infiltrou equipe na Venezuela para monitorar vida de Maduro, diz fonte

  • Trump usou “tenda blindada” para comandar captura de Maduro

    Trump usou “tenda blindada” para comandar captura de Maduro

  • "Condições horripilantes": Como é prisão onde Maduro deve ser mantido

    “Condições horripilantes”: Como é prisão onde Maduro deve ser mantido

Duas outras fontes disseram à Reuters que a CIA também tinha um “ativo” próximo a Maduro que monitorava seus movimentos e estava pronto para identificar sua localização exata à medida que a operação se desenrolava.

Com as peças no lugar, Trump aprovou a operação há alguns dias, mas os planejadores militares e de inteligência sugeriram que ele esperasse por condições climáticas melhores e menos nuvens.

Às 22h46 de sexta-feira (2), no horário de Washington, Trump deu o aval final para o que seria conhecido como Operação Resolução Absoluta, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine.

Então, Trump assistiu a uma transmissão ao vivo dos eventos cercado por seus assessores na mansão de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

Os detalhes do desenrolar da operação, que durou horas, baseia-se em entrevistas com quatro fontes familiarizadas com o assunto e em detalhes revelados pelo próprio Trump.

“Já fiz algumas operações muito boas, mas nunca vi nada parecido com isso”, afirmou o presidente à Fox News poucas horas após a conclusão da missão.


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    Fotografia mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do diretor da CIA, John Ratcliffe enquanto assistem operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026 • Reprodução/Truth Social


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    Fotografia mostra o Secretário de estado, Marco Rubio, assistindo à operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026 • Reprodução/Truth Social


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    Fotografia mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, assistindo à operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026 • Reprodução/Truth Social


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    Fotografia mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, assistindo à operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026; ao fundo, é possível ver o Secretário de estado, Marco Rubio • Reprodução/Truth Social


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    Fotografia mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, assistindo à operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026; ao fundo, é possível ver o diretor da CIA, John Ratcliffe • Reprodução/Truth Social


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    Fotografia mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, próximo ao diretor da CIA, John Ratcliffe, e ao Secretário de Defesa, Pete Hegseth, enquanto assistem operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026 • Reprodução/Truth Social


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    Fotografia mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, assistindo à operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026; à direita está o diretor da CIA, John Ratcliffe e, à direita, está o Secretário de estado Marco Rubio • Reprodução/Truth Social


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    Fotografia mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, assistindo à operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026; em primeiro plano está o Secretário de estado, Marco Rubio • Reprodução/Truth Social



Trump formou equipe para planejar operação

De acordo com uma das fontes, Stephen Miller, um importante assessor de Trump, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, e o diretor da CIA, John Ratcliffe, formaram uma equipe central que trabalhou na questão durante meses com reuniões e telefonemas regulares, às vezes diários.

Eles também se reuniam com frequência com o presidente dos EUA.

No final da noite de sexta-feira e no início de sábado, Trump e seus assessores se reuniram enquanto várias aeronaves americanas decolavam e realizavam ataques contra alvos dentro e perto de Caracas, incluindo sistemas de defesa aérea, de acordo com um oficial militar dos EUA.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, disse que a operação envolveu mais de 150 aeronaves lançadas de 20 bases no Hemisfério Ocidental, incluindo jatos F-35 e F-22 e bombardeiros B-1.

“Tínhamos um jato de combate para cada situação possível”, destacou Trump ao programa “Fox & Friends”, do canal Fox News.

Fontes afirmaram à Reuters que o Pentágono também havia se deslocado discretamente para a região, reabastecendo aviões-tanque, drones e aeronaves especializadas em interferência eletrônica.


Mapa mostra locais atacados pelos Estados Unidos na Venezuela durante operação que capturou Nicolás Maduro
Mapa mostra locais atacados pelos Estados Unidos na Venezuela durante operação que capturou Nicolás Maduro • Avery Schmitz, Thomas Bordeaux, Isaac Yee, Allegra Goodwin, Rosa de Acosta, Henrik Pettersson e Soph Warnes

Autoridades dos EUA disseram que os ataques aéreos atingiram alvos militares. Imagens feitas pela Reuters na base aérea de La Carlota, em Caracas, mostraram veículos militares carbonizados de uma unidade antiaérea venezuelana.

Com os ataques em andamento, as Forças Especiais dos EUA entraram em Caracas fortemente armadas, inclusive com um maçarico para o caso de terem que cortar as portas de aço da casa de Maduro.

Por volta da 1h de sábado, no horário de Washington, as tropas chegaram ao complexo de Maduro no centro de Caracas e foram atacadas a tiros, ainda segundo Caine. Um dos helicópteros foi atingido, mas ainda conseguiu voar.

Vídeos de rede social postados por moradores mostraram um comboio de helicópteros sobrevoando a cidade em baixa altitude.

Então, os soldados, acompanhados de agentes do FBI, a agência federal de investigações dos EUA, chegaram ao esconderijo de Maduro, que foi descrito por Trump como uma “fortaleza altamente protegida”.

“Eles simplesmente entraram e arrombaram lugares que não podiam ser arrombados, como portas de aço que foram colocadas lá exatamente por esse motivo”, ressasltou o republicano.

“Eles foram levados para fora em questão de segundos”, adicionou.

Maduro sob custódia

Ainda segundo o chefe militar dos EUA, quando os soldados estavam dentro do esconderijo, Maduro e sua esposa se renderam.

Trump disse que o líder venezuelano havia tentado chegar a uma sala segura, mas não conseguiu fechar a porta.

“Ele foi atropelado tão rapidamente que não conseguiu entrar”, comentou.

Alguns integrantes das forças dos EUA foram atingidos, mas nenhum foi morto.

À medida que a operação se desenrolava, Rubio começou a informar aos parlamentares que ela estava em andamento.

As notificações só começaram após o início da operação e não antes, como é de praxe para os principais parlamentares que desempenham um papel de supervisão, disseram as autoridades à Reuters.

Quando as tropas americanas deixaram o território venezuelano, disse Caine, elas se envolveram em “vários engajamentos de autodefesa”.

Às 3h20, no horário de Washington, os helicópteros estavam sobre a água, com Maduro e sua esposa a bordo.

Quase exatamente sete horas depois que Trump anunciou a operação na Truth Social, ele fez outra postagem.

Dessa vez, era uma foto do líder venezuelano capturado com os olhos vendados, algemado e vestindo uma calça de moletom cinza.

“Nicolás Maduro a bordo do USS Iwo Jima”, escreveu Trump, referindo-se ao navio de guerra dos Estados Unidos.

Quem é Nicolás Maduro, ditador da Venezuela

 

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