Leandro Stoliar, no Live CNN, explica que policiais federais consultados indicam que alvos da operação no Rio de Janeiro não coincidiam com investigações em andamento da corporação sobre tráfico de armas Nacional, -transcricao-de-videos-, Segurança Pública CNN Brasil
A Polícia Federal decidiu não participar da megaoperação realizada no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes. De acordo com fontes ouvidas, os alvos da operação não coincidiam com as investigações em andamento da corporação. Análise é do analista convidado, Leandro Stoliar, no Live CNN.
“A Polícia Militar e a Polícia Civil também têm a investigação, a área de inteligência, mas quando eles vão para uma operação como esta do Rio, vão para combater a casinha inteira, que foi o que aconteceu nesta operação de 121 mortos“, explica Stoliar. “A Polícia Federal não faz isso, ela investiga a peça chave daquela casinha, faz a operação também, com combate, mas para tirar aquela peça”.
O analista detalha que dificilmente estas operações envolvem confrontos violentos, provavelmente porque os traficantes preferem não bater de frente com o aparato da PF. Apesar disso, de acordo com ele, os traficantes também evoluem na criação de maneiras de burlar a fiscalização e despistar a polícia.
“Sobre esta investigação da megaoperação, todos os policiais com quem eu conversei foram unânimes em dizer que os alvos da Polícia Federal dentro do Complexo do Alemão, os locais onde as armas eram escondidas, não batiam com os da Polícia Civil e da Polícia Militar”, esclarece. “Se a PF colocasse o equipamento e as equipes dela naquela operação, estaria pondo os policiais em risco para combater traficantes e cumprir mandatos que não tinham relação com a sua própria investigação”.
Produção Nacional de Armas
Em agosto, uma operação da PF descobriu uma fábrica clandestina no interior de São Paulo com capacidade para produzir cerca de 3.500 fuzis por ano. O local utilizava processo de usinagem para fabricação de peças, resultando em armamentos mais robustos e resistentes. Segundo as investigações, parte desse arsenal tinha como destino o Complexo do Alemão.
As investigações da PF apontam dois principais caminhos para a entrada de armas no Brasil: através do Porto de Santos ou pela fronteira com o Paraguai. Uma estratégia comum dos criminosos é transportar as armas desmontadas, dificultando a identificação durante fiscalizações. Diferentes componentes são transportados separadamente em diversos veículos.

