Professor destaca mudança tática israelense, focando em cientistas e figuras-chave, além de instalações subterrâneas do Irã Internacional, -transcricao-de-videos-, Guerra de Israel, internacional, Irã, Israel CNN Brasil
Em entrevista à CNN, o professor Sandro Teixeira Moita, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), afirmou que Israel adotou uma nova estratégia no conflito com o Irã, focando em ataques a indivíduos-chave ligados ao programa nuclear iraniano, além das tradicionais operações contra instalações.
Segundo o especialista, essa mudança tática surgiu devido à dificuldade de localizar laboratórios, áreas de fabricação e enriquecimento de urânio iranianas. “Israel passou a ter uma estratégia de atacar diretamente as pessoas envolvidas nesse cenário, então cientistas do programa nuclear, figuras da guarda revolucionária iraniana que estão ligadas a esse programa nuclear foram alvo desses ataques”, explicou Sandro.
Desafios das instalações subterrâneas
O professor destacou que o Irã utiliza sua geografia como medida de defesa, construindo instalações em regiões montanhosas e a grandes profundidades.
“A estimativa que você teria de algumas informações com razoável confiabilidade do programa iraniano é de que boa parte das instalações estariam entre 30 a 150 metros abaixo do solo”, afirmou.
Para enfrentar essa situação, Israel tem buscado adquirir armamentos especializados, como as chamadas “Bunker Busters”, bombas capazes de penetrar até 500 metros no subsolo antes de detonar. Essa corrida armamentista reflete a escalada de tensões entre os dois países.
Desequilíbrio de forças aéreas
Sandro também apontou um desequilíbrio nas capacidades aéreas entre os dois países.
“A força aérea de Israel agora opera de maneira praticamente livre e impune nos céus do Irã, devido à destruição de grande parte das capacidades de defesa aérea do Irã e devido ao fato de que o Irã opera em aviões com muita idade de operação”, explicou.
Para compensar essa desvantagem, o Irã investiu em um extenso programa de mísseis e foguetes, incluindo mísseis hipersônicos que representam um desafio significativo para as defesas aéreas israelenses. Esse cenário ilustra como ambos os países têm direcionado recursos massivos para suas indústrias de defesa, preparando-se para um possível confronto direto.

