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Especialistas: Risco geopolítico gera incertezas para a economia em 2026 

Última atualização: 1 de janeiro de 2026 09:47
Published 1 de janeiro de 2026
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Economia mundial mostra resiliência em 2025, mas instabilidade causada pelo protecionismo americano e tensões geopolíticas permanecem  Economia, -transcricao-de-videos-, China, Donald Trump, economia, Estados Unidos, Inteligência Artificial, Mercado Financeiro CNN Brasil

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Leia MaisBuffett deixa comando da Berkshire: veja lições do Oráculo de OmahaWall Street recua na última sessão do ano, mas fecha com forte alta em 2025Criptomoedas recuam na sessão e no ano após ata do Fed e tensõesAdaptação global às políticas americanasPerspectivas para 2026

A economia global termina 2025 demonstrando surpreendente resiliência diante das incertezas e instabilidades causadas pelas políticas protecionistas de Donald Trump. Mesmo com choques tarifários e tensões geopolíticas, o crescimento mundial manteve-se próximo ao registrado em 2024, embora a incerteza tenha se tornado um fator estrutural no ciclo econômico. No WW, Christopher Garman, diretor-executivo do Eurasia Group, e Marcello Estevão, economista-chefe do IFF (Instituto de Finanças Internacionais), debatem o assunto.

“Depois do tarifaço de abril, esperávamos que a economia americana desacelerasse por conta do choque e das incertezas, mas isso não aconteceu. Esta foi uma surpresa”, destaca Estevão. Os Estados Unidos, que implementaram o maior nível tarifário desde 1935 (cerca de 16,8%), conseguiram manter um crescimento de aproximadamente 2,3% até o terceiro trimestre de 2025.

Este desempenho foi impulsionado principalmente pelo consumo das famílias e por investimentos em inteligência artificial realizados pelas grandes empresas do país. A política fiscal americana, entretanto, enfrentou turbulências com a maior paralisação governamental da história, ultrapassando 40 dias, sem encontrar solução definitiva.

“Contudo, mesmo neste contexto todo, global, com medidas protecionistas dos EUA, nós tivemos um enfraquecimento do dólar“, explica Garman. “E um dólar mais fraco fortalece outras moedas, como o real brasileiro, o que ajuda no controle da inflação em países emergentes”.

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Adaptação global às políticas americanas

A China conseguiu contornar parcialmente os ataques comerciais americanos, atingindo a marca inédita de um trilhão de dólares em superávit comercial. O presidente Xi Jinping adotou estratégias para compensar a fraca demanda interna com exportações, o que ajudou o país a manter um crescimento próximo a 5% em 2025, superando levemente as expectativas dos analistas.

A Europa também surpreendeu positivamente, com economias periféricas como Espanha, Grécia e Itália apresentando desempenho superior ao das economias centrais. A Alemanha sinalizou melhora para 2026 devido ao impulso fiscal previsto, enquanto a França continua enfrentando problemas de endividamento e instabilidade política.

 

Perspectivas para 2026

Para 2026, Marcello Estevão detalha que o Instituto de Finanças Internacionais projeta um crescimento global semelhante ao de 2025, com a economia mundial continuando a se adaptar ao que chamam de “novo normal”: taxas de juros mais elevadas, dívidas públicas crônicas e rápidas mudanças tecnológicas. A difusão da inteligência artificial representa tanto uma oportunidade quanto um risco.

Do lado positivo, pode gerar ganhos de produtividade que reduzam a inflação. “Abre-se espaço para uma redução gradual da política monetária e para um ambiente financeiro mais favorável, inclusive para economias emergentes”, avalia o economista. “Por outro lado, o mercado pode ter incorporado expectativas muito otimistas muito rapidamente”.

No cenário político americano, Christopher Garman prevê que Trump enfrentará desafios com a questão do custo de vida, agravada pelo efeito acumulado das tarifas e pela intensificação das deportações de imigrantes ilegais, que pode chegar a 600 mil em 2026. Esta situação, aliada à queda nos índices de aprovação, coloca o presidente em posição mais frágil para as eleições legislativas de novembro, com probabilidade de perder ao menos uma das casas do Congresso.

O diretor-executivo do Eurasia Group também alerta que o presidente dos EUA deveria tomar cuidado nos posicionamentos que tem tomado em relação ao banco central americano. “Se você tem um ataque muito duro ou indica uma liderança apta a fazer uma política monetária mais frouxa, ajuda a reduzir juros no curto prazo mas exarceba essas pressões inflacionárias”, explica Garman. “Isso aumenta as taxas de juros no mundo todo. Pode ser um tiro no pé neste segundo mandato”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

 

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