Países realizaram reunião que busca fortalecer os esforços para conter o fluxo ilícito ao longo da fronteira Internacional, Estados Unidos, México, Narcotráfico, Tráfico de armas CNN Brasil
México e Estados Unidos realizaram na semana passada uma reunião inaugural de um mecanismo que, segundo autoridades de ambos os países, busca fortalecer os esforços de cooperação para controlar o tráfico de armas, especialmente ao longo da fronteira.
O chamado “Grupo de Implementação de Segurança EUA-México” realizou sua primeira reunião em McAllen, no Texas, onde os primeiros detalhes da iniciativa foram compartilhados.
Na ocasião, foi anunciado o lançamento da Missão Firewall, que visa interromper o fluxo ilícito de armas através de fronteira compartilhada.
Tecnologia balística e compartilhamento de informações
Para atingir esse objetivo, o Ministério das Relações Exteriores detalhou que está planejando aumentar as operações de controle, bem como expandir o uso da ferramenta eTrace, um sistema de rastreamento de armas usadas em investigações criminais, “para fortalecer as investigações em ambos os países”.
Eles também informaram que vão implementar uma tecnologia de identificação balística nos 32 estados do país, além de fortalecer o compartilhamento de informações e aumentar as investigações e os processos.
O comunicado do Departamento de Estado, que também analisa as medidas acordadas e aborda o combate ao “narcoterrorismo”, enfatizou que isso representa um nível “sem precedentes” de colaboração entre os dois países.
“A pedido do México, os Estados Unidos criaram uma plataforma segura, a primeira do gênero, que permite o compartilhamento de informações sobre remessas aéreas e pacotes suspeitos, a fim de identificar e interceptar drogas ilícitas, precursores químicos, armas de fogo e combustíveis ilícitos”, afirma o relatório.
O governo mexicano também informou que, como parte da operação, autoridades americanas relataram que, desde o início do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, mais de 125 investigações sobre tráfico de armas foram iniciadas.
Essas investigações incluem a apreensão de armas e a identificação de supostos membros de redes criminosas ligadas a esse tipo de crime nos Estados Unidos.
Controle do fluxo de armas
O México esperava que os Estados Unidos assumissem parte da responsabilidade pela onda de violência no país latino devido às armas importadas do país, enquanto Trump acusa as autoridades mexicanas de não combaterem grupos de tráfico de drogas, acusações que já foram rejeitadas pelo México.
“Queremos que o primeiro assunto a ser discutido, pela primeira vez, sejam as armas vindas dos Estados Unidos para o México. (…) Chegamos a um acordo para que os EUA fortaleçam as operações no país para controlar o fluxo de armas para o México”, enfatizou a presidente Claudia Sheinbaum na semana passada durante um evento em Mazatlán, Sinaloa.
“Um acordo desse tipo nunca foi alcançado. Soberania é algo que nunca será negociado, jamais”, acrescentou a presidente.
As ações acordadas fazem parte de uma missão que surgiu da visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, à Cidade do México, onde se reuniu com a presidente para fortalecer a cooperação em segurança.

