Presidente americano se reuniu com seus principais assessores de segurança nacional na Sala de Situação da Casa Branca para discutir cenários de um possível ataque Internacional, -agencia-cnn-, Donald Trump, Estados Unidos, Irã CNN Brasil
Os Estados Unidos recuaram, ao menos por ora, de uma possível ação militar contra o Irã, após sinais de que Teerã suspendeu execuções de manifestantes em meio à repressão aos protestos no país. Ainda assim, o governo americano mantém todas as opções sobre a mesa, e uma decisão futura depende exclusivamente do presidente Donald Trump.
Na noite de terça-feira (13), Trump se reuniu com seus principais assessores de segurança nacional na Sala de Situação da Casa Branca para discutir cenários de um possível ataque. Segundo fontes, o presidente ficou profundamente impactado após assistir a vídeos de execuções realizadas no Irã em anos anteriores, em meio a relatos de que o regime planejava novas mortes de manifestantes.
Trump foi informado sobre a possível execução de Erfan Soltani, de 26 anos, um manifestante de grande repercussão internacional, prevista inicialmente para 14 de janeiro. A perspectiva gerou preocupação direta no presidente, segundo fontes ouvidas pela CNN.
Apesar disso, nenhuma decisão foi tomada na reunião, e Trump indicou que seguiria avaliando as opções. Na manhã de quarta-feira (14), após incentivar iranianos a irem às ruas e afirmar que “a ajuda está a caminho”, o presidente parecia mais próximo de autorizar uma operação militar limitada.
Trump diz que “se convenceu” a suspender ação militar contra o Irã
A sinalização mudou horas depois, quando Trump declarou publicamente que havia recebido informações de que as execuções tinham sido interrompidas, sugerindo que não haveria mais uma ameaça imediata. Relatórios de inteligência dos EUA, no entanto, não confirmavam a interrupção total da repressão naquele momento.
Mesmo com a aparente desescalada, medidas preventivas já haviam sido adotadas, como a retirada de pessoal não essencial de uma grande base aérea americana na região. A Casa Branca reforçou que todas as opções — inclusive militares — seguem em avaliação.
Nos bastidores, aliados dos Estados Unidos atuaram para conter uma escalada militar. Trump teria conversado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que pediu o adiamento de qualquer ataque, alertando que o regime iraniano dificilmente colapsaria sem uma campanha prolongada.
Paralelamente, países do Golfo, como Arábia Saudita e Catar, também pressionaram por uma redução da tensão. Segundo fontes, o principal objetivo de Washington era forçar o Irã a suspender as execuções, e o anúncio do adiamento da morte de Soltani foi interpretado como um sinal positivo.
“Esta é uma boa notícia”, escreveu Trump nas redes sociais após a divulgação da suspensão.
Apesar disso, autoridades americanas avaliam que ainda não há garantias de que a repressão vá cessar de forma ampla. O governo iraniano segue minimizando as mortes, classificando manifestantes como “terroristas” e atribuindo os protestos a interferência externa.
Fontes do governo dos EUA afirmam que Trump decidiu não autorizar um ataque imediato, mas o país continua deslocando recursos militares para a região, incluindo um grupo de ataque de porta-aviões, para manter a opção militar disponível.

