Christopher Garman afirma que familiares dos ministros podem ser afetados por medidas do governo americano, como a Lei Magnitsky Internacional, -transcricao-de-videos-, Estados Unidos, Governo Lula, governo Trump, Julgamento Bolsonaro, STF (Supremo Tribunal Federal) CNN Brasil
Os Estados Unidos podem adotar novas medidas em relação ao Brasil, incluindo a extensão da Lei Magnitsky aos ministros do STF que votaram a favor da condenação no julgamento de Jair Bolsonaro, segundo Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group, durante participação no WW.
De acordo com Garman, existe a possibilidade de que a aplicação da lei se estenda também aos familiares dos ministros. A situação se torna ainda mais complexa devido à deterioração das relações entre Estados Unidos e Rússia, o que pode resultar em pressões adicionais sobre o Brasil em relação à compra de diesel russo.
Impacto no setor financeiro
Um ponto crítico destacado por Garman é a possibilidade de multas a instituições financeiras que mantêm relações com indivíduos incluídos na lista de sanções. Embora não haja confirmação sobre penalidades específicas contra o Banco do Brasil, essa possibilidade permanece como um risco significativo.
O analista ressalta que o cenário atual é delicado, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantendo um discurso firme, mas evitando retaliações diretas, alinhado com a posição de Geraldo Alckmin. No entanto, Garman alerta que a tentação de adotar medidas retaliatórias pode aumentar caso novas sanções sejam impostas pelos Estados Unidos.
A atual conjuntura política entre os dois países está entrando em um “território perigoso”, segundo o especialista. Embora uma escalada significativa não seja considerada o cenário mais provável, a situação demanda atenção devido aos potenciais riscos para as relações bilaterais.

