Organizadores reagiram em aparente referência ao cessar-fogo em Gaza Entretenimento, #CNNPop, Eurovision, Israel CNN Brasil
Os organizadores do Eurovision Song Contest não farão mais a reunião online prevista para novembro, na qual seria votada a participação de Israel na competição, em razão de “desenvolvimentos” no Oriente Médio, informou a União Europeia de Radiodifusão (EBU) nesta segunda-feira (13), em aparente referência ao cessar-fogo em Gaza.
A Áustria havia feito um apelo para que os países não boicotassem o concurso do próximo ano — que deve ser realizado em Viena — por causa da participação de Israel e das preocupações ligadas ao conflito em Gaza, que já dura dois anos.
O Eurovision, que enfatiza sua neutralidade política, enfrentou polêmicas neste ano relacionadas à guerra, e vários países haviam prometido se retirar do evento caso Israel participasse.
A emissora pública austríaca ORF, que sediará o concurso de 2026, disse à Reuters que acolheu positivamente a decisão da EBU.
Nesta segunda-feira, o grupo militante palestino Hamas libertou os últimos reféns israelenses vivos em Gaza, enquanto Israel libertou ônibus cheios de prisioneiros palestinos, em um acordo de cessar-fogo destinado a pôr fim à guerra de dois anos.
Segundo comunicado da EBU, “o Conselho concordou em incluir o tema na pauta da Assembleia Geral de Inverno, que ocorrerá em dezembro”, substituindo a reunião extraordinária que seria realizada online em novembro.
A entidade acrescentou que, após os “recentes acontecimentos no Oriente Médio”, o Conselho Executivo decidiu nesta segunda-feira que deveria haver uma discussão presencial entre os membros “sobre a questão da participação no Eurovision Song Contest 2026”.
A EBU não esclareceu, quando questionada pela Reuters, se a votação sobre a participação da emissora israelense KAN ainda ocorrerá, e informou que mais detalhes sobre a sessão serão divulgados aos membros nas próximas semanas.
A KAN não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Em setembro, uma carta da presidente da EBU afirmou que o conselho executivo reconheceu não haver consenso sobre a participação da KAN na competição.
“Considerando que a União nunca enfrentou uma situação tão divisiva antes, o Conselho concordou que essa questão merecia uma base democrática mais ampla para a decisão”, afirmou Delphine Ernotte Cunci na carta.
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