Com Alexandre Padilha, Gilmar Mendes e Bruno Dantas, encontro da Esfera Brasil debateu parcerias entre setor público e privado para ampliar diagnóstico precoce da doença Política, Câncer de mama, politica, STF (Supremo Tribunal Federal) CNN Brasil
O câncer de mama, tipo mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo, foi tema de debate realizado em Brasília nesta terça-feira (12) com representantes do poder público e do setor privado.
Promovido pelo Esfera Brasil, o encontro discutiu os desafios para o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento da doença.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), mais de 70 mil novos casos de câncer de mama devem ser diagnosticados no país em 2025. Quando detectada no início, a chance de cura supera 90%.
No entanto, muitas pacientes enfrentam dificuldades para obter exames, cirurgias e tratamentos em tempo adequado.
Durante o debate, autoridades e especialistas destacaram a necessidade de fortalecer a rede pública de saúde e acelerar o acesso aos procedimentos.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância de políticas públicas eficazes, como o incentivo à prevenção e a criação do Super Centro Brasil de Diagnóstico de Câncer, que deve realizar mais de 400 mil laudos por ano.
O objetivo é reduzir o que ele chamou de “gargalo” no diagnóstico. Segundo Padilha, após a coleta da biópsia, pacientes chegam a esperar meses até que um médico qualificado faça a análise. Com o novo programa, a meta é diminuir o tempo de espera e aumentar as chances de cura.
O ministro também mencionou a parceria com hospitais privados. Iniciativa do Ministério busca permitir que empresas troquem dívidas com a União e com o SUS por mais tratamentos e atendimentos.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, participaram do evento e ressaltaram o papel do Judiciário na garantia do acesso à saúde.
Gilmar apontou avanços na racionalização da judicialização da saúde, com a definição de responsabilidades entre União e estados no custeio dos tratamentos.
“Há um esforço no Judiciário no sentido de racionalizar a judicialização da saúde, definir os papeis da União e dos estados e melhorar o tempo que se leva para conseguir tratamentos”, afirmou o ministro.
Gilmar e Dantas defenderam que o Judiciário deve fiscalizar a aplicação eficiente das políticas públicas, garantindo os direitos da população.
Representando o setor privado, Sylvester Feddes, presidente da Novartis Brasil, afirmou que a complexidade do câncer de mama exige colaboração entre públicos e privados.
“O sistema de saúde e o câncer de mama são muito complexos. E problemas complexos não se solucionam com soluções simples. Poder juntar, em um evento como a Esfera, o ambiente privado com o ambiente público – com gestores, legislações – é fundamental para criar um entorno em que podemos ter diálogo e gerar confiança, mas também gerar soluções práticas para, finalmente, melhorarmos o diagnóstico, melhorarmos o tempo de tratamento e, ainda, melhorarmos o acesso ao medicamento”, declarou.

