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Ex-soldado que matou cabo será transferido para presídio comum no DF

Última atualização: 12 de dezembro de 2025 17:34
Published 12 de dezembro de 2025
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O Exército Brasileiro concluiu, nesta sexta-feira (12/12), o procedimento administrativo instaurado contra o soldado Kelvin Barros da Silva (foto em destaque), de 21 anos, suspeito de matar a cabo Maria de Lourdes Santos e atear fogo no corpo dela em um quartel em Brasília.

Contents
Leia tambémExército exclui soldado que matou cabo a facadas e o envia para prisão comumDefesa de soldado que matou militar do Exército alega legítima defesaSoldado apresentou cinco versões diferentes sobre morte de caboSem remorso, soldado conta detalhes do feminicídio de cabo do ExércitoEntenda o casoAssassino confesso

Ele foi excluído da Força, “a bem da disciplina”. O Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, unidade onde o militar encontra-se preso desde sexta-feira (5/12), foi oficialmente comunicado da decisão. Kelvin deve ser transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda nos próximos dias. O agora ex-soldado cumpre prisão preventiva.

A exclusão foi formalizada junto à Vara de Execuções Penais e à Justiça Militar, com a solicitação de vaga e autorização para o recambiamento do ex-militar ao sistema prisional comum, conforme os trâmites legais.

Procurado pela reportagem, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) informou que, até o momento, não há decisão da Vara de Execuções Penais referente ao ingresso de Kelvin no sistema penitenciário comum.

Ex-soldado que matou cabo será transferido para presídio comum no DF - destaque galeria5 imagensMaria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotadaEle também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de GuardasMaria de Lourdes Freire Matos era musicista e aluna da Escola de Música de BrasíliaKelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídioFechar modal.MetrópolesO soldado Kelvin Barros confessou ter matado Maria de Lourdes1 de 5

O soldado Kelvin Barros confessou ter matado Maria de Lourdes

ReproduçãoMaria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada2 de 5

Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada

Imagem obtida pelo MetrópolesEle também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas3 de 5

Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas

Maria de Lourdes Freire Matos era musicista e aluna da Escola de Música de Brasília4 de 5

Maria de Lourdes Freire Matos era musicista e aluna da Escola de Música de Brasília

1º RCG/DivulgaçãoKelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio5 de 5

Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio

Reprodução

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Entenda o caso

  • O ex-soldado confessou ter matado a cabo da mesma instituição Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos.
  • O crime foi cometido em 5/12, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), que fica no Setor Militar Urbano de Brasília.
  • A vítima foi vista pela última vez na fanfarra, na companhia de um soldado, então suspeito, que não foi encontrado no local.
  • Os policiais partiram em busca de Kelvin Barros, que foi localizado e confessou a autoria do crime.

Assassino confesso

Kelvin, então, relatou que os dois mantinham uma relação extraconjungal e que houve uma discussão por parte da cabo que escalou para uma briga corporal. A cabo, segundo ele, sacou uma pistola e o ameaçou.

A defesa da família da vítima de feminicídio, porém, nega que a cabo tenha tido qualquer envolvimento amoroso com o soldado.

O ex-soldado afirmou que agiu por “legítima defesa” ao tentar desarmá-la, segurando as duas mãos dela com uma mão só.

Ele teria alcançado a faca fixada na bainha da cintura da militar e a esfaqueado com ela.

Com “medo” e em “desespero”, disse que pegou um isqueiro e álcool para incendiar o local onde a militar morreu. Foi então que ele fugiu da cena do crime, mas foi preso em flagrante horas depois.

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