Recorde aconteceu após quarto trimestre forte, com exportações do país superando 40 milhões de toneladas em outubro e dezembro Macroeconomia, CNN Brasil Money, exportações brasileiras, Ferro, Minério de ferro CNN Brasil
As exportações de minério de ferro do Brasil cresceram 7,1% em 2025 na comparação com o ano anterior, para 416,4 milhões de toneladas, registrando um recorde anual, de acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) publicados nesta terça-feira (6).
O Brasil, um dos maiores exportadores globais, ao lado da Austrália, ampliou seus embarques com um crescimento da produção de mineradoras como a Vale, além da firme demanda da China, maior importador global, e de outros mercados.
O recorde aconteceu após um quarto trimestre forte, com as exportações do país superando 40 milhões de toneladas em outubro e dezembro, números próximos da melhor marca mensal do setor brasileiro.
A máxima anual anterior do Brasil havia sido registrada em 2018, quando os embarques de minério de ferro brasileiro somaram quase 390 milhões de toneladas. Aquele ano antecedeu o desastre em uma barragem da Vale em Brumadinho (MG), que resultou em uma série de revisões em segurança que impactaram a produção no país.
Nos últimos anos, a produção da Vale vem se recuperando. A companhia registrou entre julho e setembro o maior volume trimestral produzido de minério de ferro desde 2018, com 94,4 milhões de toneladas.
No ano de 2025, a produção de minério de ferro da Vale estava estimada para crescer cerca de 7 milhões de toneladas ante 2024, para 335 milhões de toneladas, segundo projeção divulgada no início de dezembro.
Do lado da demanda, expectativas no mercado indicam que a China fecharia o ano com importações recordes, refletindo diversos fatores, como um movimento de reconstrução de estoques, preços competitivos no mercado transoceânico e programas de estímulo do governo chinês para impulsionar a demanda.
Nesta terça-feira, o preço do minério de ferro na bolsa de contratos futuros de Dalian atingiu uma máxima de mais de cinco meses, sustentado pela resiliente demanda chinesa.
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