Medida ainda não foi implementada, mas passa por estudos de viabilização na CBF Brasileirão, CBF (Confederação Brasileira de Futebol), CNN Esportes, Futebol brasileiro CNN Brasil
O fair play financeiro é uma mudança que pode abalar as estruturas do futebol brasileiro nos próximos anos.
Ela ainda não foi implementada, mas, neste momento, está sendo estudada por clubes junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a fim de viabilizar a mudança o mais rápido possível.
Alguns clubes, contudo, não ficariam nada satisfeitos com a chegada do fair play financeiro. Um estudo da Sports Value, obtido pela CNN, aponta que nove dos 20 clubes da Série A em 2024 teriam problemas para equilibrar as contas e montar seus elencos.
Como funciona o estudo de viabilização do fair play financeiro?
De acordo com a Sports Value, o modelo ideal de fair play financeiro, observado no estudo, passa por três questões: controle rígido dos prejuízos dos clubes e SAFs, controle de gastos com salários e contratações, além de endividamento controlado.
Nesses moldes, os clubes não poderiam ter déficit maior que R$ 20 milhões, em média, nos últimos três anos. As equipes só conseguiriam gastar 73% das receitas com contratações e salários, mantendo o índice da dívida líquida abaixo de dois (2).
Quais clubes da Série A teriam problemas com o fair play financeiro?
Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Corinthians, Grêmio, Santos, São Paulo e Vasco já enfrentariam sanções logo de cara. Todos tiveram déficit acima dos R$ 20 milhões nos últimos três anos.
Atlético-MG, Botafogo, Bahia, São Paulo e Vasco, inclusive, acumulam mais de R$ 100 milhões em prejuízos neste recorte. Curiosamente, ou não, quatro dos cinco citados seguem o modelo das SAFs.
Quando o assunto é controle de gastos, poucos se salvam. Nem mesmo o Flamengo, clube mais estável do Brasil quando o assunto são as finanças, escapa: o Rubro-Negro destina 74% das receitas para salários e contratações.
Cuiabá (58%), Athletico (60%), Corinthians (68%), Palmeiras (68%) e Santos (73%) estão dentro da margem. O Bahia é a pior equipe do recorte, já que destina quase 150% das receitas para o futebol.
No índice dívida líquida por receita, quatro clubes aparecem no vermelho. Atlético-MG e Bahia, em apuros nos três recortes, se juntam a Corinthians e Bahia.
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