IPCA encerrou o ano passado em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,5% Macroeconomia, Banco Central, CNN Brasil Money, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Inflação, inflação alimentos, IPCA, Meta de inflação, Ministério da Fazenda, Selic CNN Brasil
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, atribuiu o resultado da inflação de 2025 à coordenação entre política fiscal e política monetária. No ano passado, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de inflação do Brasil, fechou o ano de 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,5%.
Em nota enviada à CNN, o economista afirmou que essa harmonização, observada principalmente entre o segundo trimestre de 2024 e o segundo trimestre de 2025, surtiu efeito no processo inflacionário.
“Esta foi uma coordenação grande, para reduzir as pressões inflacionárias”, diz o secretário.
A taxa básica de juros está em 15%, patamar mais alto desde 2006. O Banco Central usa a Selic como principal ferramenta para controlar a inflação. A autoridade monetária adota a política contracionista para manter a inflação dentro da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
“A política fiscal, do ponto de vista do gasto, teve um impulso negativo. Já a política monetária teve um efeito contracionista. E essa conjugação, essa harmonização das políticas surtiu efeito”, afirma o secretário.
A inflação abaixo da meta também foi celebrada pelo ministro substituto da Fazenda, Dario Durigan. No X, ele destacou a inflação do grupo alimentação e bebidas, que fechou 2025 em 2,95%, abaixo dos 7,69% observados em 2024.
“Os 4,26% são o menor IPCA desde 2018. Mas, em 2018, o desemprego estava em 11,6%. Agora está em 5,2%. Estamos entregando inflação e desemprego baixos”, diz o ministro da Fazenda substituto.
É a segunda vez em cinco anos que a inflação fica dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo CMN. Em 2023, o IPCA ficou em 4,62%, mas a meta era de 3,25% (atualmente é de 3%) e, com a permissão de variação de 1,5 p.p. (ponto percentual), acabou ficando dentro do teto.
O desempenho em 2025 é o melhor desde 2018, quando a inflação oficial foi de 3,75%. A alta registrada de 4,26% no ano passado ficou abaixo das expectativas do mercado, que previa o indicador entre 4,3% e 4,4%.

