Presidente da entidade, Lise Klaveness entende que é preciso sancionar o país pelo genocídio em Gaza Futebol Internacional, -agencia-reuters-, CNN Esportes, Fifa, Israel, UEFA CNN Brasil
A presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, pediu a suspensão de Israel do futebol internacional antes da votação da Uefa, prevista para esta semana, sobre a participação do país nas competições europeias.
A Noruega enfrentará Israel no dia 11 de outubro, em Oslo, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Uma vitória dos anfitriões praticamente garantirá a classificação para o Mundial do ano que vem, nos Estados Unidos, Canadá e México.
Klaveness, que também faz parte do comitê executivo da Uefa, órgão máximo do futebol europeu, descartou um boicote à partida, mas afirmou que sanções contra Israel são necessárias.
“Trabalho nessa questão com base em princípios, mas não boicotaremos por conta própria. Um boicote só resultaria na ida de Israel à Copa do Mundo em nosso lugar”, disse Klaveness no podcast norueguês Pop and Politics.
“Em geral, estamos trabalhando para que Israel seja sancionado. Acreditamos que eles devem ser, e isso se trata de manter as regras. Pessoalmente, acredito que, já que a Rússia está fora, Israel também deve estar fora. Como presidente do futebol, você pode ter opiniões pessoais, e eu certamente tenho as minhas”, acrescentou Klaveness.
A Uefa está se preparando para realizar uma votação de emergência esta semana sobre a suspensão de Israel das competições europeias.
Uma comissão de inquérito da ONU divulgou um relatório este mês concluindo que Israel cometeu genocídio durante a guerra em Gaza. Israel negou ter cometido genocídio e descreveu o relatório como escandaloso.
“É, antes de tudo, incrivelmente difícil jogar contra um país onde a palavra genocídio está envolvida, porque, afinal, ainda é a bandeira e o hino nacional deles que estão presentes”, disse Klaveness.
Israel afirma que sua guerra não é contra a população de Gaza, mas contra o grupo militante Hamas, cujos combatentes lideraram o ataque de 7 de outubro de 2023 a Israel, que matou 1.200 pessoas e levou à captura de 251 reféns, segundo dados israelenses.
A guerra em Gaza causou a morte de mais de 66.000 pessoas, de acordo com o sistema de saúde local.
O presidente da Federação Turca de Futebol, Ibrahim Haciosmanoglu, escreveu à Fifa, à Uefa e aos chefes das associações nacionais de futebol, pedindo a proibição de Israel em competições internacionais, informou a mídia local.

