Treinador, que já chegou a ser nº1 do mundo, admitiu que discordâncias sobre contrato levaram à ruptura, mas negou rivalidade entre academias ou problemas com oferta financeira Tênis, Carlos Alcaraz, CNN Esportes CNN Brasil
Juan Carlos Ferrero falou pela primeira vez sobre os motivos que levaram à ruptura de sua parceria com Carlos Alcaraz, que durou sete anos.
O treinador afirmou que a separação aconteceu por algumas discordâncias a respeito do contrato entre os dois, que teve alguns pontos renegociados no final da temporada. O espanhol não deu detalhes, mas afirmou que o problema aconteceu com o “entorno” do tenista.
“Parecia que tudo caminharia bem, é fato que quando um ano acaba é necessário ver certas coisas sobre os contratos. E como em todo contrato novo, pensando no que vai acontecer no ano seguinte, tinham certas coisas em que não concordávamos”, declarou Ferrero em entrevista ao Marca.
“Como em todos os contratos, um vai para um lado e os outros para o outro. O entorno de Carlos pensa no melhor pra ele, e eu no que é melhor pra mim. As duas partes não entraram em acordo sobre certos assuntos, pode ser que pudéssemos contornar isso se tivéssemos sentado para conversar, mas, no fim, não nos sentamos e decidimos não seguir”, detalhou o ex-tenista.
Ele admitiu que a convivência em um calendário pesado como o da ATP acaba “desgatando um pouco” a relação, mas reiterou que pretendia continuar na equipe e que não teve brigas com Alcaraz, que bateu recorde de títulos em 2025.
Ferrero pontuou ainda que não entraria em detalhes sobre quais foram as discordâncias contratuais, mas negou rumores de rivalidade entre sua academia e a de Carlitos ou que a ruptura aconteceu por questões financeiras, afirmando que essa não era uma parte importante para ele.
O treinador também deixou claro que a relação não acabou mal, sem poupar elogios ao atual nº1 do mundo, que foi seu aprendiz desde os 15 anos.
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“Não concordar em certos pontos não significa que não sejamos mais amigos ou que não manteremos uma boa relação. Desejo o melhor ao Carlos e acredito que ele pode ser o melhor tenista da história. É algo que disse em muitas ocasiões e, ainda que eu não esteja, ele tem gente ao redor que pode prepará-lo muito bem.”
Ferraro contou que já recebeu propostas de atletas que querem ser treinados por ele, mas que pretende tirar alguns meses de férias da função, para se recuperar da separação inesperada.
Questionado se treinaria Sinner, maior rival de Alcaraz atualmente, o espanhol não negou a possibilidade.
“Eu teria que pensar. São jogadores extraordinários, mas como eu disse antes, não é o momento de pensar em algo assim ou de dizer sim ou não. Agora é o momento de passar por essa fase difícil porque ainda penso em Carlos todos os dias, e não é o momento de pensar em outros.”

