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Fim das redações escolares? Escritor denuncia impacto da IA na educação 

Última atualização: 17 de setembro de 2025 09:33
Published 17 de setembro de 2025
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Para Sérgio Rodrigues, a perda da prática da escrita pode resultar em retrocesso imensurável para a sociedade  Educação, -agencia-brasil-, Inteligência Artificial CNN Brasil

Contents
Leia mais70% dos alunos do ensino médio usam IA sem preparo nas escolas, diz estudoEvite golpes: veja cursos EAD e semipresenciais autorizados pelo MECUso de inteligência artificial cresce no Brasil e impacta educaçãoComo surgiu a ideia de tratar sobre humanização da escrita?Isso gera consequências imediatas no mercado de trabalho.Quais as maiores ameaças?Esse escrever que você trata tem relação com todas as fases da vida, certo? A redação da escola, por exemplo.De alguma forma, o ser humano não estava em um caminho de se robotizar com fórmulas prévias de escrita?Como a gente pode convencer os mais jovens a escrever?Essa decisão de tirar o celular das crianças foi importante, não é?A falta de leitura significa dificuldade com a escrita diretamente?De escrever uma carta de amor, por exemplo?Além do papel da escola, como as famílias podem convencer os mais jovens de que escrever é humanoO que podem fazer os gestores que possam se sentir responsáveis por tentar gerar políticas públicas?

Um romance, a redação de escola, uma poesia, uma carta de amor, um aviso simples deixado na porta da geladeira. Estariam todos esses textos ameaçados pelas ferramentas de inteligência artificial (IA)? Na avaliação do escritor Sérgio Rodrigues, jornalista e romancista, a perda da prática pode resultar em um retrocesso imensurável para a sociedade.

No seu mais recente livro, “Escrever É Humano: Como Dar Vida À Sua Escrita em Tempo de Robôs”, o autor defende a necessidade de atenção e estímulo à prática. Rodrigues, que lança a obra, em Brasília, nesta quinta-feira (18), defende que os robôs não conseguem se igualar às características humanas, embora haja o perigoso aprimoramento permanente das tecnologias generativas.

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Ele diz que a IA ameaça atividades profissionais, mas o alerta está também em outra esfera de atenção. “Mais do que pelo mercado de trabalho, eu temo um retrocesso civilizatório e intelectual.”

Confira entrevista com o escritor.

Como surgiu a ideia de tratar sobre humanização da escrita?

A ideia era fazer um manual, um guia que ajudasse as pessoas que estão começando, principalmente na escrita da ficção. Sou jornalista, mas sou romancista e contista. Essa era a parte que me interessava explorar. Eu tinha um blog chamado Todoprosa, que ficou no ar entre 2006 e 2016.

Algumas das ideias desse livro nasceram lá. Eu aprofundei e retrabalhei. Quando apareceu essa inteligência artificial generativa, causou uma urgência maior. O livro ganhou também um foco diferente. A criatividade é o contrário do que a inteligência artificial faz.

Eu entendo que [escrever com criatividade] é tudo o que o robô não sabe fazer. O que o robô sabe fazer é uma imitação incrível, impressionante, da linguagem humana, mas sem nenhuma das dimensões que estão por trás da escrita criativa verdadeira. Não tem nenhuma perspectiva das tecnologias terem acesso a isso tão cedo, pelo menos enquanto não tiver uma consciência de si.

O livro trata sobre o que é escrever com ambição artística de fazer da linguagem o próprio espetáculo. Escrever é exclusivamente humano, assim como a arte é exclusivamente humana.

A imitação da IA fica cada vez melhor. Daqui a pouco vai ser muito difícil distinguir. O fato é que não consigo conceber arte sem uma subjetividade por trás. Escrita tem que ter uma subjetividade de quem escreveu. Todo o resto é uma aparência, uma falsidade, mas que não é a essência do negócio.

Isso gera consequências imediatas no mercado de trabalho.

Algumas áreas estão muito ameaçadas em termos trabalhistas. A IA  consegue executar tarefas que eram exclusivas dos seres humanos com uma velocidade incomparável, com custo muito mais baixo. O ser humano é caro.

Quais as maiores ameaças?

A gente está passando por uma revolução mesmo. A maior ameaça que estou vendo é o ser humano, como espécie, desaprender a escrever. É um risco. Você pode terceirizar tudo, todos os textos. Da lista de compras ao email. No momento em que você terceiriza e não usa mais essa medida, se esquece. A gente é assim.

Um exemplo é que, antes, sabíamos os números de telefone. Hoje não sabemos mais. A gente terceirizou para o celular. Quando as pessoas terceirizarem para a IA a escrita mínima do dia a dia, vai esquecer como se escreve. Escrever é uma tecnologia de pensamento. Mais do que pelo mercado de trabalho, eu temo um retrocesso civilizatório e intelectual.

Esse escrever que você trata tem relação com todas as fases da vida, certo? A redação da escola, por exemplo.

A escola tem um problema sério. Se ela não tomar cuidado, todos os alunos vão passar a entregar trabalhos feitos por inteligência artificial. Se a escola não criar um ambiente em que isso seja severamente controlado, a própria habilidade da escrita não vai mais ser desenvolvida por aquelas crianças. A gente está diante de uma mudança muito grande de parâmetros gerais em relação à escrita. E é preciso cultivar isso pelo prazer de escrever.

De alguma forma, o ser humano não estava em um caminho de se robotizar com fórmulas prévias de escrita?

Você tem razão. A inteligência artificial dá um passo gigante à frente nesse sentido. Mas a gente já vinha nesse caminho. Mas a IA é uma ferramenta que a gente inventou. Ela dá continuidade a um caminho que a gente já vinha trilhando, de uma certa superficialidade total das formas de ler o mundo.

Não só o texto. Um monte de ideias prontas, de clichês, de fórmulas. O clichê não é inventado pela máquina. A IA é um simulacro da gente. Uma forma de clichê, de ideias prontas e feitas. O nosso espírito crítico já vinha definhando. A escola não vinha dando conta. Acho que, em parte, é uma espécie preguiçosa.

Uma população com espírito crítico é mais difícil de manipular. Pessoas críticas ficam menos suscetíveis a virarem consumistas na internet, por exemplo.

Como a gente pode convencer os mais jovens a escrever?

Esse livro é uma tentativa de abrir o olho das pessoas para isso que está acontecendo. A escola vai ter que se repensar a fim de criar espaços seguros para o pensamento e a escrita. Espaços em que a máquina não possa entrar. A Finlândia, por exemplo, levou computadores para dentro da sala de aula. Agora, o país baniu todos os computadores.

Essa decisão de tirar o celular das crianças foi importante, não é?

Muito boa. Acho que a escola é o lugar para isso. Mas vai exigir uma reviravolta em termos de pensamento. Eu não vejo outra saída.

A falta de leitura significa dificuldade com a escrita diretamente?

Tem impacto no interesse de leitura. Um resumo do “Dom Casmurro” (obra de Machado de Assis, em 1.899) não é o mesmo que ler o livro. É como ver uma adaptação para a TV. Você tem uma ideia da história, mas a experiência de leitura de literatura é vertical. É preciso mergulhar naquelas palavras. Talvez a gente perca mesmo a capacidade de ler coisas é até muito mais simples.

De escrever uma carta de amor, por exemplo?

A pessoa vai se questionar sobre o que fazer. Diante do que a pessoa amada falar, vai se perguntar sobre o que fazer. A falta de escrita e leitura faz com que a pessoa  perca as ferramentas que tinha para lidar com o outro.

Além do papel da escola, como as famílias podem convencer os mais jovens de que escrever é humano

As famílias têm um papel nisso. É preciso que a família leia e também valorize isso. Espero que não seja tarde demais. As pessoas que estão empolgadas. A IA pode ser uma ferramenta, mas não pode ser a mestre ou dona da pessoa.

O que podem fazer os gestores que possam se sentir responsáveis por tentar gerar políticas públicas?

O desafio de política pública hoje nesse mundo da IA é a regulamentação, que é onde tem os lobbies mais pesados do capital. E as big techs estão muito determinadas a não deixar que nenhum tipo de regulamentação seja feita.

 

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