Meio-campista espanhol já trabalha com os companheiros no Ninho do Urubu Flamengo, CNN Esportes, filipe luis, Futebol brasileiro CNN Brasil
Saúl Ñíguez foi apresentado oficialmente pelo Flamengo nesta sexta-feira (25). O reforço do clube carioca falou sobre a estreia com a camisa rubro-negra, além de elogiar o técnico Filipe Luís.
De acordo com o jogador, a estreia vai depender das decisões do comandante. Após realizar pré-temporada, o jogador confirmou que se sente bem fisicamente e se colocou à disposição.
“Me sinto bem fisicamente. Não tem problema de jogar em alto nível. Me encontro bem e em uma idade boa para render o máximo a cada três dias. Tem de descansar bem, treinar bem e comer bem”, disse, antes de completar:
“Estou me preparando dia a dia para estar apto o mais rápido possível quando o Mister considerar. É verdade que venho de férias, uma pré-temporada individual, que não é a mesma coisa que fazer com a equipe. Espero estar pronto o mais rápido possível”, explicou.
A relação com Filipe Luís
Esse foi o principal tema da coletiva de apresentação do jogador. Saúl exaltou o trabalho de Filipe Luís e explicou a relação com o ex-companheiro, que vai muito além do que foi feito em quatro anos no Atlético de Madrid.
“O Filipe no Atlético me ajudava muito. Às vezes não muito porque ele me dizia que poderia ser um bom lateral e eu não queria jogar lá. Mas ele dizia que eu tinha tudo para isso. Eu nunca quis jogar na lateral porque acredito que posso ajudar a equipe em outras posições. Mas o Filipe sempre tentava me ajudar, é uma pessoa com muita experiência no mundo do futebol, muitos treinadores, muitas ideias”, frisou.
“Quando tem tantos treinadores diferentes, vai formando sua ideia e sabe por qual caminho seguir. A ideia que tem como treinador é muito parecida da que tinha como jogador. São coisas muito claras. Venho dar minha experiência, qualidade e ajudar o Flamengo como seja. Quando sentes tanto carinho, quer ser o melhor possível”, analisou.
“É uma situação rara. Tenho uma relação muito boa com o Filipe, muito além de treino e jogo. Quando estávamos no Atlético de Madrid ele estava sempre sentado ao meu lado. No fim, se dá conta que o Filipe jogador já era treinador, porque tem as ideias muito claras. Era muito parecido com as conversas de hoje o que tem transmitido, a vontade de ganhar, a forma de jogar. É similar a quando jogava, o que queria fazer no campo. Temos as ideias muito claras. Ter uma pessoa como o Filipe vai me ajudar a ter o melhor rendimento e poder ajudar a equipe em tudo”, finalizou.
O meio-campista espanhol já treina com os companheiros no Ninho do Urubu. Ele será apresentado para a torcida no domingo (27), no Maracanã, antes do jogo contra o Atlético-MG.
Veja outros assuntos abordados na coletiva
Mundial de Clubes influenciou na escolha pelo Flamengo?
“Não. É verdade que os clubes brasileiros fizeram um trabalho muito bom no Mundial, mas isso não influenciou na decisão. Segui muito o Flamengo porque o FIlipe Luís estava como treinador. Não tem nada a ver, tive muitos companheiros sul-americanos. Sei a qualidade e ambição que têm todos os atletas daqui. Estou em um momento que posso crescer no Flamengo porque vou competir contra os melhores. Isso se mostrou no Mundial de Clubes, competindo de igual para igual contra times europeus e estou orgulhoso de estar aqui. Estou seguro que o Flamengo e o futebol sul-americano como um todo podem competir com a Europa”
“A decisão foi relativamente fácil. Não falei com o Pablo Marí, nunca falei com ele. É verdade que quando estávamos no Atlético de Madrid o Filipe sempre me falava do Flamengo quando estava a ponto de vir. Comentava comigo a grandeza do clube. Quando me chamaram, não tive que pensar muito. São coisas muito positivas para mim. Conheço o treinador, é uma cidade muito boa, o clima, a comida, idioma parecido com o espanhol. Era a melhor decisão para seguir crescendo. Não precisei falar com muitas pessoas ou jogadores. Com o Filipe eu tinha falado muitas vezes antes, não nessas semanas. A primeira vez que falei com ele foi hoje. Na quinta mandei foto dos campos de treinamento e ele não respondeu a mensagem”
“É uma mudança muito grande na qual quero tentar me adaptar o mais rápido possível à competição, ao vestiário, ao Rio. É uma cidade que sempre me falaram maravilhas. Vou tentar me adaptar em todos os aspectos. Minha família está aqui há três dias e já está sentindo o carinho. Vamos tentar aprender português o quanto antes para poder nos comunicar da melhor forma possível e entender. É um objetivo para mim e minha família. Sair da Europa não é fácil. Quando uma equipe quando o Flamengo te chama só pode dizer que sim. É um clube gigante. Foi uma decisão relativamente fácil e muito pensada com a minha família”
O que sabe do Flamengo?
“Sou muito sincero, eu não tinha muito conhecimento do futebol brasileiro. No último ano do Filipe Luís no Atlético de Madrid ele começou a me falar do Flamengo e foi quando comecei a seguir um pouco. Tinha aqui o meu amigo e outros ex-companheiros vieram. Os horários com a Europa não são os melhores, então não segui muito, mas, como tinha amigos aqui, pouco a pouco fui vendo o futebol brasileiro. Tem amigos que não são só do futebol, como Filipe, Miranda, Diego Costa. São referências a nível futebolístico e pessoal, me ajudaram a crescer muito na carreira. Estou muito agradecido a eles”
Estilo de jogo do Flamengo
Ser campeão da Libertadores com o Filipe Luís
“Sim, claro. Para o Filipe e todos que viveram a final da Champions, no meu caso eu vivi duas. Quando está tão perto de ganhar algo tão grande, é muito doloroso, uma marca que fica por toda a vida. Acalma a dor ganhar em outras competições, com outros clubes. E se ganha com um amigo, é melhor”
“O que vamos tentar é que não se mirem só resultados, mas o trabalho. Nos últimos anos no Atlético de Madrid tivemos uma união com a torcida porque se identificavam além do resultado. Acredito que temos o melhor treinador para isso, alguém que conhece os valores, o clube, a cidade, os torcedores. Vamos tentar dar o melhor e criar essa união. Logicamente todos queremos ganhar e estar no mais alto. Mas creio que temos de conseguir isso. É importante para os jogadores para que, quando venham os momentos ruins, a torcida nos ajude a sair. Neste momento o time está bem, ganhando. O Filipe só perdeu quatro ou cinco jogos, uma dinâmica boa. Mas haverá momentos ruins e temos de estar juntos. É assim na Europa ou qualquer lugar. Isso começa a trabalhar desde o campo, dando exemplo, trabalhando mais, contagiando o que transmitimos dentro de campo aos torcedores”
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