Delegada casada com René Júnior reiterou que arma utilizada no assassinato de Laudemir Fernandes foi manuseada sem permissão Minas Gerais, -agencia-cnn-, Belo Horizonte, Delegada, empresário, garis CNN Brasil
A delegada Ana Paula Balbina, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, homem que matou um gari a tiros em Belo Horizonte, disse que nunca autorizou que o marido portasse ou usasse suas armas.
A alegação faz parte do depoimento dela prestado à Polícia Civil, no dia 11 de agosto, data do crime. O repórter Renato Rios Neto, da Itatiaia, teve acesso a oitiva nesta terça-feira (23), em que Ana Paula diz nunca ter presenciado Renê manuseando armamentos dela.
Durante a oitiva, ela ainda reforça jamais ter autorizado, cedido, fornecido ou emprestado qualquer arma ao homem. Além disso, ela afirmou que Renê não se comportava de forma agressiva, não usava drogas ilícitas e nem bebia álcool.
Ao ser questionada se o marido sabia onde as armas dela ficavam guardadas, a delegada disse que procurava deixar os armamentos escondidos em um “cantinho na parte alta de uma estante, no escritório da casa”.
Ela ainda afirmou que, por ser casada com Renê, acreditava que ele tinha conhecimento do local. Porém, concluiu que não podia afirmar isso com certeza.
Cronologia do caso
- Manhã de 11 de agosto: Laudemir foi morto a tiros por Renê enquanto trabalhava na coleta de resíduos em um bairro de Minas Gerais. O empresário alegou que o caminhão que o gari estava “atrapalhava o trânsito”.
- 11 de agosto: horas depois Renê foi encontrado em uma academia do bairro.
- 12 de agosto: A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar se a arma de Ana Paula, delegado e esposa de Renê, foi utilizada no crime.
- 13 de agosto: após audiência de custódia foi decretada a prisão preventiva do empresário (ele já possuía histórico criminal de violência doméstica e atropelamento com vítima fatal); imagens do momento do crime são divulgadas.
- 14 de agosto: gravação do interrogatório de Renê é divulgada; defesa solicitou remédio controlado e veto sobre registros fotográficos no sistema carcerário.
- 15 de agosto: Justiça de Minas Gerais autorizou a quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos do empresário; polícia confirma que arma pertencia à Ana Paula.
- 18 de agosto: defesa de empresário deixa o caso; Renê confessa ter assassinado Laudemir.
- 19 de agosto: MP pede bloqueio de bens de empresário e esposa; nova defesa assume o caso.
- 21 de agosto: Justiçanega bloqueiode bens.
- 26 de agosto: Carta escrita por Renê diz que crime foi “acidente”; terceira troca de defesas.
- 27 de agosto: Ana Paula é afastada do cargo de delegada por motivos de saúde.
- 29 de agosto: polícia conclui inquérito sobre o caso.
- 12 de setembro: MP denuncia e pede júri popular sobre o caso.
- 15 de setembro: Renê vira reú por assassinar Laudemir.
*Sob supervisão de Tonny Aranha

