Dan Caine vai a Porto Rico agradecer militares que participam de missões contra o narcotráfico na região Internacional, Donald Trump, Estados Unidos, Nicolás Maduro, Porto Rico, Venezuela CNN Brasil
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, General Dan Caine, vai a Porto Rico nesta segunda-feira (24) onde visitará uma das embarcações de guerra enviada ao Caribe para combater o narcotráfico, em meio ao aumento da presença militar dos EUA na região e a crescente tensão com a Venezuela, informou o jornal The New York Times.
O principal assessor alistado de Caine, David Isom, também faz parte da viagem, que segundo informação oficial, tem como objetivo agradecer aos militares que apoiam missões no Mar do Caribe.
Segundo o jornal, Caine é um dos principais autores da operação Lança do Sul, ação anunciada pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que, segundo ele, terá como alvo “narcoterroristas” no Hemisfério Ocidental.
O New York Times afirma que o general deve consultar os comandantes que operam na região sobre os preparativos de uma possível armada, creditando uma fonte oficial.
O porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado pela Marinha dos EUA como “a plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo”, chegou ao Caribe em meio a uma expansão maciça dos recursos militares de Washington.
Washington já reuniu cerca de 15 mil militares na região, junto com mais de uma dúzia de navios de guerra.
A visita do general ocorre em meio ao aumento de tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela.
Washington designou formalmente o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, nesta segunda-feira (24), impondo sanções adicionais ao suposto grupo, que, segundo o governo americano, inclui o ditador da venezuelano, Nicolás Maduro, e outros altos funcionários.
O regime de Caracas rejeitou o que chamou de plano “ridículo” dos EUA de designar o grupo “inexistente”.
Apesar da possibilidade de impor sanções, a medida, segundo especialistas jurídicos, não autoriza explicitamente o uso de força letal.
Ainda assim, autoridades da administração têm argumentado que a designação — uma das ferramentas antiterrorismo mais sérias do Departamento de Estado — dará aos americanos opções militares ampliadas para ataques dentro da Venezuela.
O Cartel de los Soles é usado para descrever uma rede descentralizada de grupos venezuelanos dentro das forças armadas ligados ao tráfico de drogas, segundo especialistas.
O ditador sempre negou qualquer envolvimento pessoal com o tráfico de drogas, e seu governo repetidamente negou a existência do suposto cartel, que alguns especialistas sugerem tecnicamente não existir no sentido convencional.
Trump foi informado por altos funcionários sobre uma série de opções para ação dentro da Venezuela, incluindo ataques a instalações militares ou governamentais e operações especiais.
Em um sinal do aumento das tensões, os EUA realizaram na quinta-feira (20) sua maior demonstração militar próxima à Venezuela, com pelo menos seis aeronaves americanas aparecendo próximas à costa do país ao longo de várias horas, incluindo um caça supersônico F/A-18E, um bombardeiro estratégico B-52 e aeronaves de reconhecimento, conforme análise da CNN de dados públicos de voos.
No fim de semana, três companhias aéreas internacionais cancelaram seus voos partindo da Venezuela após a Administração Federal de Aviação dos EUA alertar as principais companhias aéreas sobre uma “situação potencialmente perigosa” ao sobrevoar o país, segundo a agência de notícias Reuters.

