Analista Clarissa Oliveira, no Live CNN, apura contexto da nova alteração no texto do projeto antifacção após pressão do governo. Mudança ocorre após três versões diferentes apresentadas em cinco dias Política, -transcricao-de-videos-, Câmara dos Deputados, Governo Federal, politica, Segurança Pública CNN Brasil
O deputado federal Guilherme Derrite anunciou que fará uma nova alteração no texto do PL Antifacção, removendo a equiparação de crimes cometidos por organizações criminosas ao terrorismo. A mudança representa um recuo significativo da proposta original após intensa pressão governamental. Apuração é de Clarissa Oliveira no Live CNN.
A decisão surge após uma série de negociações tensas que se estenderam por cinco dias, incluindo diversas declarações públicas, reuniões e um telefonema direto envolvendo Lula. “Tom é de celebração para o governo federal”, explica a analista de Política da CNN. “Houve uma pressão muito forte em cima deste texto, que conseguiu fomentar um recuo da parte de Guilherme Derrite”. O relatório passou por três versões diferentes neste curto período, evidenciando a complexidade das negociações.
Mediação e tensões políticas
Hugo Motta assumiu o papel de mediador no processo, buscando uma solução para a polarização entre governo e oposição. Sua estratégia foi tentar conciliar as diferentes visões sobre o projeto de lei, unindo as propostas dos dois lados para forçar uma negociação.
“Mas isto está deixando um rastro de muita insatisfação entre o governo federal e o presidente da Câmara”, aponta Clarissa. Interlocutores próximos a Motta interpretaram as críticas da bancada do PT, especialmente as lideradas por Lindbergh Farias, como um ataque que ultrapassou os limites da discussão do projeto, atingindo também a figura do presidente da Câmara.
Embora o projeto ainda deva passar por alterações, o Palácio do Planalto avalia que conseguiu atingir seu objetivo principal ao impedir a equiparação entre organizações criminosas e terrorismo.

