Vocalista acusou Israel de cometer crimes de guerra durante o Kneecap no Glastonbury, em junho Entretenimento, #CNNPop, Antissemitismo, Festival, Hungria, Irlanda, Música, Rap CNN Brasil
A Hungria proibiu o grupo de rap irlandês Kneecap de entrar no país para se apresentar no Festival Sziget, acusando a banda de usar discurso de ódio antissemita e de elogiar o grupo militante Hamas, disse um porta-voz do governo nesta quinta-feira (24).
Kneecap, banda de Belfast que regularmente exibe mensagens pró-palestinas durante seus shows, causou polêmica em outros lugares nos últimos meses, inclusive no Festival Glastonbury do Reino Unido em junho, quando seu vocalista — conhecido pelo nome artístico Mo Chara — acusou Israel de cometer crimes de guerra.
“O governo da Hungria proibiu o Kneecap de entrar no país e de se apresentar no Sziget… citando como justificativa o discurso de ódio antissemita e o elogio aberto ao Hamas e ao Hezbollah”, escreveu o porta-voz do governo, Zoltan Kovacs, em um post no X.
Mais tarde, Kovacs publicou as cartas oficiais das autoridades de imigração proibindo a banda por três anos, alegando que a entrada deles “ameaçaria seriamente a segurança nacional”.
Em maio, Mo Chara foi acusado de crime de terrorismo no Reino Unido por supostamente exibir uma bandeira em apoio ao Hezbollah, apoiado pelo Irã. Ele nega o delito.
Representantes do Kneecap não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. A banda já disse anteriormente que seus membros não apoiam o Hamas ou o Hezbollah e que condena “todos os ataques a civis, sempre”.
O governo da Hungria já havia solicitado aos organizadores do festival que retirassem o Kneecap da programação do evento de uma semana, que atrai centenas de milhares de amantes da música para uma ilha no rio Danúbio todos os anos.
Mais de 150 artistas e personalidades culturais, incluindo o diretor ganhador do Oscar Laszlo Nemes Jeles, também assinaram uma petição protestando contra a apresentação do Kneecap planejada para 11 de agosto.
Os organizadores do Sziget emitiram uma declaração chamando a proibição do governo de “uma medida sem precedentes que acreditamos ser desnecessária e lamentável”.
“Os valores do Festival Sziget significam que condenamos o discurso de ódio, ao mesmo tempo em que garantimos o direito fundamental à liberdade de expressão artística para todos os artistas. O cancelamento da cultura e os boicotes culturais não são a solução”, disseram eles.
Outros artistas do Sziget deste ano incluem Post Malone, Shawn Mendes e Charli XCX.
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