Homem é apontado como autor de ameaças após denúncias sobre adultização e pedofilia nas redes; suspeito lucrava com venda de imagens criminosas envolvendo menores Nacional, -transcricao-de-videos-, Crimes cibernéticos, Felca, Guilherme Derrite, São Paulo (estado), Segurança CNN Brasil
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira (25), um homem suspeito de ameaçar o influenciador Felca, que denunciou a adultização e a pedofilia nas redes sociais. O suspeito também é investigado por vender imagens de conteúdo criminoso envolvendo menores. Em entrevista ao Live CNN, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, detalha a prisão.
De acordo com as investigações, o suspeito fez ameaças graves não apenas contra Felca, mas também contra uma psicóloga que participou dos vídeos publicados pelo influenciador. Entre as intimidações, afirmou que “mataria a mãe da psicóloga” e descreveu com detalhes como pretendia agredi-la.
Investigação revela outros crimes
O homem já estava sendo monitorado pelo NOAD (Núcleo de Observação e Análise Digital), criado em novembro de 2023 pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Segundo Derrite, as investigações apontaram que ele fazia parte de organizações criminosas que atuavam na internet, praticando diversos crimes como estupros coletivos e tortura psicológica.
No momento da prisão, outro suspeito foi detido em flagrante. O secretário destaca que os investigadores encontraram um sistema do governo de Pernambuco aberto, havendo suspeitas de que o criminoso planejava inserir dados falsos sobre o influenciador no Banco Nacional de Mandados de Prisão.
Atuação nas redes
As investigações revelaram que os criminosos atuavam principalmente em plataformas de jogos online, onde estabeleciam contato com menores de idade. Após conquistar a confiança das vítimas, direcionavam-nas para outras plataformas, como WhatsApp, onde iniciavam as práticas criminosas.
Derrite afirma que o NOAD, desde sua criação em novembro de 2024, já foi responsável pela prisão de 18 adultos e 25 adolescentes envolvidos em crimes cibernéticos. O núcleo também conseguiu evitar mais de 212 casos de estupros coletivos e torturas psicológicas, além de prevenir tentativas de suicídio de vítimas.

