Equipe norte-americana aposta em temporada de mudanças técnicas e adaptação de pilotos. Automobilismo, -agencia-reuters-, CNN Esportes, Fórmula 1, Haas, outros esportes CNN Brasil
A Haas apresentou nesta segunda-feira seu novo visual para a temporada de 2026, com a expectativa de um ano de rápidas evoluções e adaptação dos pilotos a um novo estilo de corrida. A equipe, que completa sua 11ª temporada, agora conta com o patrocínio da Toyota Gazoo Racing e aposta no carro VF-26, pilotado pelo francês Esteban Ocon e pelo britânico Ollie Bearman.
“A sensação de revelar um carro tão cedo no ano é quase surreal”, afirmou o chefe de equipe, Ayao Komatsu, durante uma entrevista coletiva. “Foi um esforço monumental de todos no time para trabalhar com o tempo tão apertado entre o fim da última temporada e o momento de colocar os carros na pista em janeiro.”
A Fórmula 1 está iniciando uma das maiores reformas técnicas de sua história, com novos motores e uma era aerodinâmica renovada. Os testes começam de portas fechadas em Barcelona no dia 26 de janeiro.
A temporada anterior terminou em Abu Dhabi no dia 7 de dezembro, com a Haas, equipada com motores Ferrari, terminando em oitavo lugar na classificação geral.,
Adaptação ao novo estilo de pilotagem
O piloto Esteban Ocon acredita que a temporada trará grandes desafios para os pilotos, incluindo a necessidade de reaprender a acelerar com o novo modelo de carro. “Será interessante aprender um novo estilo de pilotagem e, com sorte, encontrar velocidade com ele”, disse Ocon. “Todos os nossos sentidos, como nos sentimos, vão exigir muito mais pensamento durante a pilotagem sobre o que fazer para ser mais rápido.”
Mudanças tecnológicas significativas
Os carros da nova geração serão mais finos, leves, com pneus mais estreitos e um sistema de propulsão dividido entre 50% de combustível sustentável e 50% de energia elétrica. Os pilotos poderão usar o modo de aumento de potência para obter o máximo desempenho do motor e da bateria a qualquer momento da pista, enquanto o modo de ultrapassagem substituirá o antigo sistema de redução de arrasto (DRS).
As equipes terão liberdade total no desenvolvimento aerodinâmico, o que, segundo Komatsu, causará uma “grande variação” entre os times no início da temporada, à medida que as novas unidades de potência e os ajustes aerodinâmicos forem implementados.
A Mercedes fornecerá motores para quatro equipes, enquanto a Ferrari abastecerá três, incluindo os estreantes Cadillac. A Red Bull usará sua própria unidade de potência, e a Audi e a Honda (Aston Martin) fornecerão motores para suas respectivas equipes.
O grande desafio: confiabilidade e adaptação
O piloto novato Ollie Bearman, que disputou sua primeira temporada na F1 no ano passado, comentou sobre as incertezas que vêm com as novas regulamentações. “Por um lado, sinto que podemos ter um impacto imediato, mas também é horrível não saber o que esperar”, afirmou o jovem de 20 anos. “Não sabemos onde estamos em relação aos outros, e só saberemos após a qualificação na Austrália. Mesmo assim, nos primeiros corridas, a confiabilidade será um fator importante, e muitos times cometerão erros com essas novas regras. Vai ser difícil estabelecer uma ordem real de forças.”
Komatsu prevê que o início da temporada será bastante dinâmico, com grandes mudanças ao longo do ano. “O que veremos nas duas primeiras corridas será completamente diferente das últimas corridas da temporada”, completou o chefe de equipe da Haas.
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