Grupo afirma que mais de 800 violações foram cometidas, incluindo assassinatos, execuções, disparos contra civis, bombardeios e execuções sumárias Internacional, Conflito Oriente Médio, Faixa de Gaza, Hamas, Israel CNN Brasil
O alto funcionário do grupo palestino Hamas, Ghazi Hamad, acusou Israel, na terça-feira (16), de violar repetidamente o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza e de matar cerca de 400 palestinos desde que entrou em vigor.
O líder do Hamas afirmou que Israel cometeu mais de 800 violações, incluindo assassinatos, execuções, disparos contra civis, bombardeios e execuções sumárias, desde que o acordo de cessar-fogo passou a valer em 10 de outubro.
Hamad também acusou as forças israelenses de cruzarem repetidamente a “linha amarela“, que delimita a zona da qual as tropas israelenses não se retiraram no território palestino, conforme estipulado no acordo.
Ele afirmou que cerca de 400 palestinos foram mortos devido às violações do cessar-fogo, sendo mais de 95% deles civis.
O lado israelense tem obstruído continuamente a entrada de suprimentos de ajuda humanitária na Faixa de Gaza desde que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor. Além disso, o exército de Israel continua retendo informações sobre palestinos detidos e desaparecidos, declarou Hamad.
Ele apelou às partes mediadoras e às instituições internacionais relevantes para que tomem medidas imediatas e concretas para impedir que o exército israelense continue violando o acordo de cessar-fogo e para manter a estabilidade em Gaza.
Israel deve assumir total responsabilidade por todas as ações que violaram e minaram o acordo de paz, disse Hamad.
No mesmo dia, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou em comunicado que a combinação de condições climáticas severas e o bloqueio em curso levou ao alagamento de tendas e abrigos no território palestino, com crianças morrendo de frio, criando uma grave crise humanitária na região.
Como o exército israelense permitiu a entrada em Gaza de menos de 10% do suprimento de combustível acordado, somado à grave escassez de equipamentos de aquecimento, a queda repentina das temperaturas em Gaza tornou as condições de vida ainda mais difíceis para a população, declarou Qassem.
Se a comunidade internacional não intervir prontamente, Gaza enfrentará uma catástrofe inevitável, acrescentou o porta-voz.
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