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Portal Nação® > Noticias > outros > Indicadores de Inovação – Em que medida o Brasil é um país inovador?
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Indicadores de Inovação – Em que medida o Brasil é um país inovador?

Última atualização: 28 de outubro de 2025 06:26
Published 28 de outubro de 2025
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Dias atrás deste mês, publiquei artigo cujo foco foi abordar quais os principais pontos levantados pelo Global Innovation Index 2025, relatório anual de inovação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês).

Contents
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Neste texto, como prometido, o interesse está nos dois relatórios brasileiros de inovação também disponibilizados recentemente. O primeiro, de autoria do INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial tem como objetivo mensurar níveis de inovação dos estados brasileiros. Já o ranking publicado pelo Valor Econômico avalia quais são as 150 empresas mais inovadoras do Brasil em 2025.

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Quais pontos de contato esses indicadores têm com o GII e de que forma há ali um ‘mapa’ para que o país possa alcançar melhores posições é algo também explorado aqui.

IBID – Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento[1]

Há dois anos, o INPI tomou para si a responsabilidade de desenvolver um ranking sob as mesmas bases metodológicas utilizadas pela WIPO na sua avaliação global. O órgão avalia os estados brasileiros sob os critérios de inputs e outputs da inovação, mensurando instituições, capital humano, infraestrutura, economia e negócios do lado dos inputs. Quanto aos outputs, avalia conhecimento, tecnologia e economia criativa – ou seja, ‘produtos’ da inovação.

Vale frisar que é salutar a iniciativa do INPI. Primeiro, porque a metodologia adotada pela WIPO transcreve solidez na avaliação conduzida e apresenta dados quantitativos acerca do nível da inovação comparativamente entre os estados. É ferramenta importante e segura à disposição dos governos locais e demais responsáveis em pautar políticas públicas e iniciativas de aprimoramento. De outra sorte, serve de indicador aos agentes inovadores, empreendedores e demais atores quanto às fortalezas ou fraquezas dos estados brasileiros, permitindo melhor parametrização de investimentos.

O gráfico abaixo mostra os resultados gerais do IBID 2025. É notória a grande discrepância entre São Paulo e os demais estados, com índice 3 vezes acima da média nacional. Se comparado com o GII Global, São Paulo (líder da série histórica do INPI há 10 anos[2]) equivaleria à Suíça, que se mantém na dianteira há 15 anos.

Percebe-se também que apenas 6 estados estão acima da média – com notoriedade para a Região Sul, que está 100% representada neste topo da inovação. Em um registro comparativo entre 2024 e 2025, são os mesmos estados que estão nas exatas 10 primeiras colocações. Em termos regionais, é clara a concentração dos melhores índices nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, mesmo que indicadores revelem a região Nordeste como mais capaz de gerar produtos de inovação a partir dos insumos disponíveis.

A avaliação do Índice aponta claramente indicadores que refletem quão heterogênea é a realidade brasileira. Um exemplo é o abismo existente no pilar Capital Humano entre SP (nota 0,814 – 1ª do ranking) e AL (0,091 – 25º do ranking). A deficiência aqui se relaciona diretamente a piores resultados em educação básica, ensino superior e atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, o pilar ‘Instituições’ tem resultados mais homogêneos entre os estados – talvez uma fraqueza nacional, como apontado pelo GII e enfatizado no primeiro texto. A diferença entre as notas para esse item, no qual se considera o ambiente institucional, regulatório e de negócios, é a menor entre os 27 estados. Como dito, atacar nossos problemas e fortalecer as instituições é fundamental para avançarmos também na criação de ambientes inovadores. Os estados que perceberam isso já sentem melhorias nas suas posições no ranking IBID. Seria ótimo que essa bandeira também fosse levantada pelos demais estados e pelo governo federal – e uma excelente oportunidade para o período eleitoral que se aproxima.

Inovação Brasil 2025: o que as 150 empresas mais inovadoras têm em comum?

Neste ano o jornal Valor Econômico edita o 11º ranking das 150 empresas mais inovadoras do país. Em parceria com a Strategy&, a publicação de 2025 avaliou 264 empresas brasileiras que se candidataram ao prêmio, oriundas de 25 setores econômicos diferentes. Para participar é preciso apresentar receita líquida mínima de R$ 500 milhões no ano anterior. Natura, Einstein, CNH, Embraer, Energisa, Petrobras, Boticário, Eletrobrás, Vivo e WEG foram eleitas as 10 empresas mais inovadoras do Brasil.

Dos resultados apresentados, boas são as conclusões no sentido de que o investimento privado em inovação cresce a cada ano. Quase a metade das empresas investem mais de 5% da sua receita líquida em inovação. A nota média alcançada pelas empresas também atingiu o maior patamar histórico do ranking. Conjuntamente, em 2025, as empresas avaliadas para o ranking investiram R$ 70 bilhões de reais em inovação, valor que supera o PIB dos estados de Tocantins, Sergipe, Roraima, Rondônia, Piauí, Paraíba, Amapá, Alagoas e Acre, conforme levantamento do IBGE em 2022[3].

Na metodologia adotada, temas como planejamento, execução e resultados da inovação interna são organizados em um questionário respondido pelas empresas e representam 90% da ‘nota’ de avaliação pelos organizadores. Os 10% remanescentes consideram o reconhecimento por terceiros, incluindo número de pedidos de registro de patentes tornados públicos pelo INPI (que ocorrem até 18 meses após o depósito pelo titular) e em que grau a empresa é percebida no mercado como inovadora.

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Esta metodologia, como afirmam os organizadores, visa mensurar empresas com investimentos constantes e de longo prazo em inovação e atividades de pesquisa e desenvolvimento. Em se tratando de empresas privadas, natural que a abordagem seja diferente se comparada com as metodologias do GII e do IBID, cujo foco está nos atores ‘externos’ ao processo inovativo. Como constante, em todos o número de patentes é considerado indicador ou resultado da atividade inovadora. No caso do GII e IBID, outros indicadores de propriedade intelectual também são utilizados.

Ao mesmo tempo, chama muito atenção que as 10 empresas mais inovadoras 2025 afirmam deter apenas 2.701 patentes no país. A CNH (titular das marcas Case IH e New Holland), a 3ª empresa mais inovadora do Brasil, é titular de 1.508 (mais da metade). A título de comparação: a Samsung obteve 6.377 patentes nos EUA em 2024, sozinha[4]. Conclusão: há uma baixíssima correlação entre patentes e inovação para as empresas brasileiras. Por quê? Seriam as inovações produzidas não patenteáveis? Ou a proteção oferecida não é importante ao empresariado nacional?

Outro ponto curioso: metade das 10 empresas mais inovadoras do Brasil declaram ter mais patentes depositadas no exterior do que ‘em casa’. Quais seriam as justificativas para tal comportamento? Tal atitude de buscar proteção no exterior confronta o desejo do INPI de aumentar o número de patentes depositadas no Brasil, claramente. E como reverter este cenário?

Essas são questões e debates importantes para o Brasil. Olhando esses indicadores e buscando respostas para tais questionamentos será possível melhor endereçar nossas fraquezas. Ou ter clareza de que o rumo que se propõe será diferente daquele que é mensurado pelos relatórios… No momento, não temos uma fotografia tão boa a apresentar, considerando o desempenho de outras nações. Como podemos fazer diferente para garantir um futuro de mais inovação e desenvolvimento em nosso país? Esse, com certeza, é um bom debate!


[1] O IBID pode ser acessado na íntegra pelo link  https://www.gov.br/inpi/pt-br/inpi-data/indice-brasil-de-inovacao-e-desenvolvimento-ibid/ibid_2025_pt-br-final.pdf

[2] A avaliação de dados históricos de inovação entre 2014-2024 pode ser acessada pelo link https://www.gov.br/inpi/pt-br/inpi-data/indice-brasil-de-inovacao-e-desenvolvimento-ibid/IBID_sriehistrica_20142024.pdf

[3] Informações disponíveis através do link https://brasilescola.uol.com.br/brasil/pib-dos-estados-brasileiros.htm

[4] Conforme dados do site Statista, baseado em informações do USPTO, o escritório de marcas e patentes dos EUA. Informações disponíveis através do link https://www.statista.com/statistics/274825/companies-with-the-most-assigned-patents/

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