Teoria que relaciona o aumento de pedidos de pizza no Pentágono a grandes crises militares disparou após captura de Maduro Internacional, crise Venezuela-EUA, Donald Trump, Estados Unidos, Intervenção militar, Nicolás Maduro, Venezuela CNN Brasil
Você com certeza já escutou o ditado “tudo acaba em pizza”. Mas, nos Estados Unidos, aparentemente, tudo começa em pizza. Vem que a gente te explica.
O “Pentagon Pizza Index” ou o “índice de pizza do Pentágono” é uma teoria viral na internet que relaciona o aumento de pedidos de pizza aos arredores do Pentágono a grandes crises militares. A lógica é baseada na seguinte dedução: as equipes militares e de Inteligência estão tão ocupadas e focadas nas operações que não conseguem deixar suas respectivas funções, precisando, assim, pedir comida nos prédios governamentais mesmo.
Na madrugada do dia 3 de janeiro, por exemplo, o perfil no X @PenPizzaReport, que acompanha sinais públicos como os horários de movimentação em tempo real do Google Maps, fez uma publicação indicando que a Pizzato Pizza, uma pizzaria aberta até tarde perto do Pentágono, teve um aumento repentino no movimento por volta das 2h da manhã (horário do leste dos EUA).
Pizzato Pizza, a late night pizzeria nearby the Pentagon, has suddenly surged in traffic.
As of 2:04am ET pic.twitter.com/P60jMKfT1d
— Pentagon Pizza Report (@PenPizzaReport) January 3, 2026
Aproximadamente 3h da manhã o movimento continuava em alta e permaneceu em pico por cerca de uma hora e meia.
Às 1h40 da manhã, o perfil havia sinalizado também uma queda na movimentação dos bares e número de pedidos na Papa Johns Pizza acima da média.
Apesar de não ter nenhum reconhecimento oficial por especialistas, a coincidência, que já aconteceu em outros contextos, chama atenção.
A Crise do Golfo, o ataque ao Panamá e a invasão de Granada são alguns desses exemplos.
Mais recentemente, inclusive, o @PenPizzaReport detectou um aumento repentino em junho de 2025, momentos antes do ataque de Israel ao Irã.
Entenda a queda de Maduro na Venezuela
Os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro, que estava no poder há décadas, em uma operação realizada na madrugada de sábado (3).
O presidente norte-americano informou que o país sul-americano será governado pelos EUA por enquanto, inclusive com o envio de tropas, se necessário. Não está claro como Trump pretende supervisionar a Venezuela.
A remoção de Maduro potencialmente abre um vácuo de poder no país latino-americano. A Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela, por sua vez, ordenou no sábado (3) que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma o cargo de presidente interina do país na ausência de Maduro. Trump, inclusive, chegou a declarar que os EUA “estão trabalhando com ela”.
A tensão entre EUA e Venezuela começou a aumentar em agosto, quando o governo de Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro.
Enquanto isso, os EUA enviaram aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões das Forças Armadas para o Caribe, sob a premissa de combate ao narcotráfico. As operações incluem diversos ataques contra barcos tanto no Caribe quanto no Pacífico que supostamente estariam transportando drogas. Porém, foram levantados questionamentos sobre a legalidade dessas ações.
Além dos ataques contra embarcações, os EUA também pressionam o regime de Nicolás Maduro, que é acusado pela Casa Branca de ter relação com o narcotráfico e o Cartel de Los Soles.
Trump conversou por telefone com Maduro no final de novembro, poucos dias antes de os EUA o classificarem como integrante de uma organização terrorista estrangeira. O venezuelano teria recebido um ultimato para deixar o poder e o país, mas o descumpriu.
Em outra ação que aumentou a tensão entre os dois países, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro próximo à Venezuela, medida classificada de “roubo descarado” e “um ato de pirataria internacional” pelo regime de Maduro.
Posteriormente, Trump anunciou um “bloqueio total” contra os petroleiros sancionados da Venezuela e disse que não deixará “ninguém passar sem o devido direito”.
*Com informações da Reuters

