Presidente do Palmeiras afirma que o Palmeiras não foi campeão em nenhuma competição que disputou em 2025 por “incompetência” Palmeiras CNN Brasil
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, foi direta ao comentar sobre o ano de seca que viveu o clube em 2025.
Antes da final do Paulistão Feminino, que o Alviverde sagrou-se campeão, a mandatária falou em “terceirização de responsabilidade” ao relembrar as perdas dos títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro. A entrevista foi dada à repórter Beatriz Consolin, da Record News.
“Eu costumo dizer que o nosso torcedor, ele está mal acostumado num bom sentido, não é? Que nós não estamos acostumados a não conquistarmos títulos. Na minha gestão, é o primeiro ano que não conquistamos algum título. Não conquistamos, mas fomos vice em três competições. E para você ser vice, é porque você está disputando. O Brasileiro esteve muito próximo. A Libertadores também, mas, infelizmente, foi por culpa nossa. Eu não vou terceirizar a responsabilidade. Foi por incompetência nossa. Nós não perdemos para o nosso adversário. Nós perdemos para nós mesmos. Isso é muito claro para mim”, revelou Leila Pereira.
Abel dispara contra arbitragem
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, lamentou os erros cometidos pelo Palmeiras na derrota para o Grêmio por 3 a 2, no dia 25 de novembro, mas voltou a questionar a arbitragem do Campeonato Brasileiro. Abel diz que “muita coisa mudou” após o polêmico clássico contra o São Paulo.
“Não vivo de ‘ses‘. Se o pênalti fosse marcado, o jogo teria ficado 3 a 3 ou 4 a 3, mas depois desse pênalti muita coisa mudou. Nomeadamente o árbitro desta competição ficou pendurado. Será que outros árbitros não ficaram com medo?”, disse o técnico do Palmeiras.
“De apitar, por exemplo, o pênalti no Maracanã (em Gómez no início de Flamengo x Palmeiras). Se comparar o pênalti com o do Arrascaeta na casa do Palmeiras na primeira volta, há muita diferença? Há diferença a bola que bate no jogador do Vitória e nem ao VAR foi ver”, continuou o técnico Abel Ferreira
“Será que os árbitros não ficaram todos com medo de que a CBF os castigasse e o STJD ainda desse mais dias de castigo, o que nunca tinha visto em cinco anos de Brasil?”, concluiu o português.
Em outubro, Palmeiras e São Paulo se enfrentavam. O time tricolor saiu na frente com 2 a 0 no Morumbis, quando Tapia caiu dentro da área após um choque com Allan. O árbitro Ramon Abatti Abel mandou o jogo seguir, decisão que foi mantida pelo VAR, Ilbert Estevam.
O juiz da partida recebeu suspensão de quase um mês e, na última semana, foi punido com 40 dias de suspensão pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), junto de Ilbert Estevam.
Derrota no Brasileirão
Contra o Grêmio, Abel considerou um “belíssimo primeiro tempo” e teve que lidar com erros, como ceder o empate no último lance nos acréscimos antes do intervalo e cometer dois pênaltis.
“Fizemos uma boa primeira parte, entramos muito bem no jogo, pena no último terço as finalizações não terem levado outros acertos. Injusta a forma como fomos para o intervalo com um gol sofrido de um arremesso da linha lateral, não lembro de nada que tenham criado. Fizemos uma belíssima primeira parte, pena um resultado tão escasso”, falou o treinador.
“Na segunda parte, mesmo com a dureza do gol no fim da primeira parte, o jogo se equilibrou. Depois, não podemos cometer um pênalti daqueles, não podemos. Ao perder por 2 a 1, não podemos perder um gol embaixo da trave como Facundo perdeu. Neste nível, esses erros custam caro. No final, o adversário criou mais pelos nossos erros do que propriamente pelo volume que tiveram.”
“Estava tentando entender por que meu jogador foi expulso. A regra não deixa o jogador ser penalizado duas vezes, mas foi o que foi”, lamentou Abel Ferreira.

