Senegaleses deixaram campo por conta de pênalti marcado para o Marrocos na decisão da Copa Africana Futebol Internacional, CNN Esportes, Copa Africana de Nações, Copa do Mundo 2026, Futebol internacional, Senegal (Seleção) CNN Brasil
Alguns jogadores da Seleção de Senegal podem ficar fora da Copa do Mundo.
Isso porque a final da Copa Africana de Nações, contra Marrocos, foi marcada por uma longa confusão nos minutos finais da partida. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, já se pronunciou e cobrou ações das entidades organizadoras do torneio.
Segundo o jornal espanhol AS, a Seleção de Senegal pode ser punida com uma multa que varia entre 50 mil e 100 mil euros (R$ 312 mil a R$ 624 mil, de acordo com a cotação atual), em razão da indisciplina de jogadores, membros da delegação e torcedores.
No entanto, a punição mais severa pode ser esportiva.
Jogadores e integrantes da comissão técnica que deixaram o campo após a marcação do pênalti a favor do Marrocos podem receber suspensões de quatro a seis partidas. Dessa forma, muitos deles poderiam ser impedidos de disputar a Copa do Mundo, já que as punições seriam cumpridas durante o torneio.
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Apesar disso, a participação dos senegaleses no Mundial não está ameaçada. Mesmo com a saída de campo durante o jogo, os atletas foram chamados de volta pelo capitão Sadio Mané, o que evitou uma punição ainda mais grave.
Ainda assim, o caos nos minutos finais no Prince Moulay Abdellah Stadium, em Rabat, culminou em uma manifestação dura por parte do presidente da Fifa. Em declaração após a final, Infantino cobrou punições e lamentou as cenas, classificando como “irresponsável” a postura dos atletas.
Veja a declaração de Gianni Infantino
“Parabéns ao Senegal por ter sido coroado campeão da África e terem sido vencedores da final da Copa Africana das Nações da CAF contra o Marrocos em Rabat. Os meus melhores votos para Abdoulaye Fall, Presidente da Associação Senegalesa de Futebol, e para todos os envolvidos neste sucesso.
Bom trabalho também para Marrocos num torneio fantástico, tanto como vice-campeões como anfitriões excepcionais. Meus sinceros agradecimentos a Sua Majestade Rei Mohammed VI pelo apoio constante ao futebol, e a Fouzi Lekjaa, Presidente da Real Federação Marroquina de Futebol e membro do Conselho da FIFA, pela sua liderança e compromisso com o jogo.
Infelizmente, também testemunhamos cenas inaceitáveis no campo e nas bancadas – condenamos veementemente o comportamento de alguns “apoiadores”, bem como de alguns jogadores senegaleses e membros da equipa técnica. É inaceitável deixar o campo de jogo desta forma, e, igualmente, a violência não pode ser tolerada no nosso desporto, simplesmente não é correta.
Devemos sempre respeitar as decisões tomadas pelos oficiais do jogo dentro e fora do campo de jogo. As equipas devem competir em campo e dentro das Leis do Jogo, porque qualquer coisa menos coloca em risco a própria essência do futebol.
Também é responsabilidade das equipes e dos jogadores agir de forma responsável e dar o exemplo certo para os torcedores nos estádios e milhões assistindo ao redor do mundo. As cenas feias testemunhadas hoje devem ser condenadas e nunca repetidas. Reiterei que eles não têm lugar no futebol e espero que os órgãos disciplinares relevantes da CAF tomem as medidas adequadas”.
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A final entre Marrocos e Senegal, que já era bastante brigada, com gols perdidos e polêmicas, quase não foi concluída após a marcação de um pênalti para os marroquinos. Aos 53 do segundo tempo, após longa revisão no VAR, o árbitro anotou penalidade máxima de Diouf sobre Brahim Díaz.
A marcação indignou atletas e comissão técnica de Senegal, e o técnico Pape Thiaw decidiu retirar os jogadores de campo. Ele entrou no gramado e puxou os titulares para fora da partida. Alguns, inclusive, foram para o vestiário.
Em meio a isso, alguns dos senegaleses se recusaram a deixar a final, entre eles o grande jogador da equipe, Sadio Mané, ex-Liverpool. O camisa 10 chamou os companheiros de volta e a partida foi retomada após mais de 10 minutos de paralisação.
Então, Brahim Díaz, jogador do Real Madrid e camisa 10 de Marrocos, foi para a cobrança que poderia decidir o título. O meia-atacante, porém, escolheu tentar uma cavadinha e, praticamente, recuou a bola nas mãos de Mendy.
A definição do título foi para a prorrogação.
Aos quatro minutos da etapa inicial do tempo extra, Pape Gueye avançou pela esquerda e acertou um lindo chute, no ângulo. O golaço deu o bicampeonato para Senegal.


