Dandara Tonantzin teve sua candidatura à presidência do diretório estadual indeferida por falta de quitação de dívidas eleitorais Política, Minas Gerais, PT (Partido dos Trabalhadores) CNN Brasil
A segunda instância do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) derrubou, nesta segunda-feira (7), uma decisão liminar e estabeleceu que o PT (Partido dos Trabalhadores) realize eleições no diretório de Minas Gerais.
A decisão derruba a liminar concedida após acionamento da Justiça pela deputada federal Dandara Tonantzin, que compõe a sigla. Ela teve sua candidatura à presidência do diretório estadual de Minas indeferida por falta de quitação de dívidas eleitorais.
Procurada pela CNN, o gabinete da deputada informou que vai se manifestar somente após o resultado de uma reunião da Executiva Nacional que tratará sobre o tema.
A decisão é assinada pelo desembargador Roberval Casemiro Belinati. O processo está em segredo de Justiça.
Na decisão desta segunda, o desembargador justifica que o erro na quitação das dívidas eleitorais ocorreu por falta de saldo na conta e não por falha do sistema bancário, como alegado pela defesa da deputada. A dívida envolvida soma mais de R$ 130 mil.
“Portanto, não se mostra provável a alegação de invalidade das decisões partidárias que indeferiram a candidatura da agravada”, afirmou o desembargador.
Com a medida, fica anulado o entendimento anterior que havia autorizado, no último sábado (5), a inclusão do nome da deputada nas cédulas para votação. O diretório estadual anunciou o adiamento das eleições em razão da decisão inicial.
Ontem, o presidente interino do PT, Humberto Costa, avaliou que o acionamento da Justiça, por parte de Dandara, foi um “equívoco”.
“Sou da opinião de que o partido tem sua autonomia, né? As decisões são todas tomadas por maioria. Nesse caso, foi por uma maioria muito significativa do Diretório Nacional, e eu acho que foi um equívoco essa judicialização”, defendeu na ocasião.

