Marcos Muller está proibido de assumir ou exercer cargos públicos desde 2023; parlamentar retomou os trabalhos na Alerj em janeiro deste ano, após conseguir um habeas corpus, que foi cassado cinco meses depois Política, -agencia-cnn-, Assembleia Legislativa, Rio de Janeiro CNN Brasil
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou, nesta quinta-feira (18), o afastamento do deputado estadual Marcos Muller (União) de suas atividades na Assembleia Legislativa do estado.
A decisão se deu após pedido do Ministério Público estadual, que apontou que Muller estava descumprindo medidas cautelares que o proibiam de assumir ou exercer cargos públicos desde 2023. Ele é investigado, junto com outros 12 réus, por supostamente ter participado de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro por meio de “rachadinha”.
De acordo com a decisão do TJRJ, o deputado estava participando normalmente de sessões ordinárias na Casa legislativa.
“O réu Luiz Marcos de Oliveira Muiler, conhecido como Marcos Muller, vem participando das sessões ordinárias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, conforme na ata anexada nos autos, em flagrante descumprimento à medida cautelar imposta na decisão protalada pelo Juízo 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa”, diz um trecho da decisão do desembargador Edson Vasconcelos.
Proibição de assumir cargos públicos
Eleito suplente em 2022, Muller está proibido de assumir ou exercer cargos públicos desde 2023. Em janeiro deste ano, o parlamentar retornou aos trabalhos após ter conseguido um habeas corpus.
A liminar foi cassada poucos meses depois, em junho, data em que deveria ter se afastado novamente de suas funções.
A Subprocuradoria-Geral de Justiça de Atribuição Originária junto ao Tribunal então informou o Ministério Público que o réu estava atuando normalmente no Legislativo.
A CNN entrou em contato com o gabinete do deputado e aguarda retorno. A reportagem também busca contato de sua defesa. O espaço está aberto.

