Suspeita levantada desde a localização do cadáver era de que se tratava do agente após a localização de uma aliança junto ao corpo São Paulo, -agencia-cnn-, buscas, desaparecido, policial militar CNN Brasil
A Polícia confirmou, nesta segunda-feira (12), que o corpo encontrado uma área de mata no bairro do Cipó, em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, é do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos. O PM estava desaparecido desde a última quinta-feira (7).
Segundo informações, a família de Fabrício reconheceu o corpo por meio de impressões digitais. Familiares já haviam reconhecido as roupas encontradas no local e confirmaram que a aliança localizada no corpo pertence ao policial.
O corpo já foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) de Taboão da Serra, mas a retirada pela funerária está prevista apenas para as 8h30 desta segunda-feira (12). O sepultamento deve ocorrer no Cemitério Cerejeiras, em São Paulo.
Desaparecimento
A investigação sobre o desaparecimento do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, aponta que ele teria sido levado a um chamado “tribunal do crime” após se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico de drogas.
Conforme a apuração da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o PM estava de férias quando teve uma desavença inicial na Avenida dos Funcionários Públicos. Horas depois, ele voltou a se encontrar com o mesmo homem em uma adega da região.
Na tarde de quinta-feira (8), o carro do policial, um Ford Ka, foi encontrado carbonizado em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Um dos presos relatou em depoimento que estava com Fabrício quando ambos foram abordados por um homem conhecido como “Gato Preto”, que mencionou a repercussão da discussão envolvendo um policial. Segundo esse relato, Fabrício demonstrou nervosismo e decidiu ir até uma área dominada pelo tráfico, conhecida como “biqueira”. No local, eles teriam sido recepcionados por cerca de seis pessoas e imediatamente separados.
Ainda segundo o depoimento, os criminosos perguntaram se Fabrício estava armado e retiraram dois revólveres do policial. O homem que prestou o depoimento afirmou que foi levado a um ponto mais estreito da rua, onde ficou por cerca de duas horas sendo questionado, enquanto Fabrício permaneceu sob o controle do grupo.
Em determinado momento, um dos envolvidos teria afirmado que o policial seria morto. Ao ser liberado, ele ouviu que Fabrício já estaria morto e percebeu que o veículo do PM não estava mais no local.
A Polícia Militar realizou, nesta sexta-feira (9), uma averiguação em um imóvel no bairro Jardim Horizonte Azul, na Zona Sul de São Paulo, que pode ter relação com o desaparecimento de um policial militar.
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