Lindbergh Farias afirma que temas pautados no plenário de modo “meio errático” surpreenderam a base aliada do governo durante o ano Política, -agencia-cnn-, Câmara dos Deputados, Hugo Motta, Lindbergh Farias CNN Brasil
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), negou nesta terça-feira (16) ter problemas com o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), mas ressaltou ter tido embates em relação à pauta que foi colocada em votação no plenário.
“Eu nunca tive problema, nunca tivemos problema pessoal. O problema de tudo foi a agenda que foi colocada aqui em curso, que não tem jeito. Com agenda como aquela, a gente teve que demarcar o campo e fazer disputa política”, disse em café com jornalistas na Câmara.
O líder do PT criticou o modo “meio errático” em que temas foram pautados na Casa. Isso, segundo ele, contribuiu para gerar “instabilidade política”.
Ele lembrou votações em que o governo sofreu revés na Câmara e foi pego de surpresa, como a derrubada do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras); a chamada PEC da Blindagem; a urgência do PL da Anistia; e a perda de validade da medida provisória sobre alternativas ao aumento do IOF.
“A gente soube da votação do IOF no Twitter, às 11 horas da noite. Nós fomos para a votação e a votação foi anunciada com a maior derrota de todos os tempos. A gente não teve 100 votos, teve 98 votos. Mas eu posso dizer que ali começou a virada de jogo nossa aqui no Parlamento e também do governo na sociedade. Aquilo é o marco do início de uma recuperação”, disse.
Na visão de Lindbergh, os embates no Congresso Nacional foram decisivos para a recuperação da imagem do governo. Ele avalia que o Executivo entrará em 2026 mais fortalecido.
Sobre a relação com Hugo Motta, o líder do PT afirmou que retomaram conversas e o diálogo institucional. No fim de novembro, o presidente da Câmara anunciou ter rompido relações com Lindbergh Farias, após tensões envolvendo a articulação de projetos prioritários para o governo.
Lindbergh disse ter tido conversas com Hugo Motta nos últimos. “Aqui a relação é política. É que teve muitos temas que surgiram e foi meio errático”, disse.
Sobre acordos para as eleições de 2026, Lindbergh avaliou, no entanto, que a relação atual com Hugo Motta está “ruim” e que possíveis alianças na Paraíba, como para a disputa ao Senado, vão depender da atuação futura do presidente da Câmara em temas como o PL da Dosimetria e propostas de interesse no governo.

